Não é só o Brasil que vem atingindo números expressivos em abates de bovinos e produção de carne bovina ao longo de 2024. A Austrália, forte concorrente no mercado internacional da proteína, elevou 17% os abates de animais no segundo trimestre do ano (abril-junho), para 2,1 milhões de cabeças, na comparação com o primeiro trimestre/24, segundo o Australian Bureau for Statistics, o departamento de estatísticas do governo australiano.
Por sua vez, a produção de carne bovina aumentou 14% considerando a mesma base de comparação, para 648.763 toneladas período. Foi a maior produção trimestral desde o segundo trimestre de 2015 e o quarto maior volume já registrado na história.
Segundo análise da empresa de pesquisa agropecuária Meat & Livestock Australia (MLA), a taxa trimestral de abate de fêmeas sobre o total de animais levados aos ganchos aumentou para 53,1%.
O setor pecuário australiano tem como referência a taxa de 47% de abates de fêmeas para saber se a indústria está em uma fase de reposição, estabilidade ou desestocagem do rebanho.
O percentual de 53% é o segundo trimestre consecutivo acima dessa referência, o que indica que o rebanho bovino do país entrou em um período de eliminação dos estoques.
“Os dados atuais revelaram aumentos na taxa de abate de fêmeas em todos os Estados produtores, atingindo a maior liquidação de matrizes desde 2019”, disse a analista sênior de informações de mercado da MLA, Erin Lukey.
Segundo ela, graças a quatro anos consecutivos de reconstrução e manutenção, o rebanho bovino australiano está alto quando comparado às médias históricas. “A retenção de vacas durante esse período criou um grande rebanho de fêmeas, que agora estão prontas para o abate”, ressalta Erin.
Mercado Pecuário
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