Com a melhoria do escoamento da carne bovina no mercado doméstico e a oferta de boiadas gordas mais cadenciada, o movimento de retorno da tendência de alta nos preços do boi gordo ganhou força nesta terça-feira (5/8), segundo apuração das consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.
Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 5/8 pela Agrifatto; clique AQUI.
Nas praças paulistas, de acordo com dados da Scot Consultoria, todas as categorias de abate registraram avanço neste segundo dia da semana.
Destaque para o boi gordo sem padrão-exportação, que retornou ao patamar de R$ 300/@, após semanas com preços abaixo disso, um reflexo do clima de grande incerteza gerado em julho/25 pelas ameaças de imposição de uma nova tarifa norte-americana à carne bovina brasileira, medida que acabou confirmada pelo governo Trump em 30/7 – aplicação de um imposto adicional de 40%, além dos 10% estabelecidos em abril/25 e de uma taxa antiga de 26,4% determinada para negócios realizados após o preenchimento de uma pequena cota de exportação (dividida com outros países) de 65 mil toneladas.
Pelos dados da Scot, o boi “comum”, o “boi-China”, a vaca e a novilha gordas subiram no Estado de São Paulo, e agora valem, respectivamente, R$ 300/@, R$ 305/@, R$ 275/@ e R$ 282/@ (preços brutos, no prazo),
Segundo a Agrifatto, nas últimas duas semanas, o mercado físico do boi gordo apresentou tendência de alta na maior parte dos Estados brasileiros, com alternância entre avanços nas cotações e períodos de estabilidade.
Na última sexta-feira (1/8), 10 das 17 regiões brasileiras monitoradas pela Agrifatto registraram preços acima da média de referência.
Nesta terça-feira, após a estabilidade observada na segunda-feira (4/8), novamente 10 praças acompanhadas pela consultoria registraram avanço nos preços da arroba: SP, GO, MG, MS, MT, PA, PR, RJ, SC e TO. Nas demais regiões (AC, AL, BA, ES, MA, RO), as cotações não sofreram alteração.
“A sustentação dos preços decorre da oferta restrita de animais prontos para abate, sobretudo entre frigoríficos de médio e pequeno porte, que atuam sobretudo no mercado interno”, relata a Agrifatto.
Para as indústrias maiores, continua a consultoria, a situação é mais confortável, apoiada em contratos a termo e parcerias com confinadores.
Do lado da oferta, observam os analistas da Agrifatto, a postura mais cautelosa dos pecuaristas, evitando negociar a valores abaixo do esperado, tem contribuído para manter o mercado mais firme.
Segundo levantamento da consultoria, as escalas de abate continuam em processo de redução, impactadas pela baixa quantidade de negócios envolvendo lotes de boiadas gordas. Com isso, neste momento, as programações dos frigoríficos brasileiros atendem sete dias úteis, na média nacional.
No mercado futuro, os contratos do boi gordo encerraram o pregão da segunda-feira (4/8) da B3 em alta pelo segundo dia consecutivo. O papel com vencimento em dezembro/25 fechou a sessão cotado a R$ 339,05/@, com valorização de 1,71% em relação ao dia anterior.




