O consumo de carne bovina na China — o segundo maior mercado do mundo, atrás dos EUA — deve crescer em 2025 no menor nível em uma década, segundo relatório estimativo recentemente divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
No próximo ano, a demanda doméstica pela proteína no mercado chinês deve alcançar 11,712 milhões de toneladas, um ligeiro aumento de 0,25% em relação ao volume previsto para 2024, de 11,682 milhões de toneladas, prevê o USDA. No período de 2023 para 2024, a demanda doméstica chinesa da proteína deve avançar 5,3%, de acordo com previsão do departamento.
Tal resultado esperado para 2025 reflete o movimento contínuo de desaceleração da economia chinesa, que tem prejudicado as vendas da proteína em hotéis e restaurantes, bem como as operações direcionadas ao mercado varejista.
O crescimento das importações chinesas de carne bovina no próximo ano também será mais modesto em relação aos avanços dos anos anteriores.
Segundo previsão do USDA, o país asiático importará para 3,95 milhões de toneladas em 2025, com elevação de 1,3% sobre o resultado esperado para este ano, de 3,90 milhões de toneladas de carne bovina. Entre 2023 de 2024, o USDA projeta crescimento de 9% para compras chinesas da proteína.
De acordo com o relatório do USDA, os compradores chineses de carne bovina estão buscando produtos com baixo custo, em detrimento da proteína de alta qualidade – tendência que deve se estender para 2025.
Com os ventos econômicos contrários, as reservas de carne bovina na China cresceram este ano e a estimativa é de que os estoques se mantenham altos no próximo ano, refletindo diretamente na desaceleração no ritmo das importações, reforça o USDA.
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