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Depois de atingir o pico de US$ 63,16/@ em junho, valor em dólar do boi gordo fica abaixo dos US$ 50 em outubro

Nos atuais patamares de preço, a competitividade do boi gordo nacional frente a outros países está nos melhores níveis dos últimos 12 meses, compara analista da Agrifatto
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O movimento de valorização da moeda norte-americana frente ao real e a ausência de compras chinesas de carne bovina brasileira fizeram com que o preço do boi gordo mergulhasse em uma forte queda do seu valor em dólares, informa o economista Yago Travagini, analista de mercado da consultoria Agrifatto.

O valor médio do animal terminado em outubro/21 ficou em US$ 48,90@, queda de 14,32% frente o mês de setembro/21.

Foto: Reprodução / Facebook

“Pela primeira vez neste ano, o preço médio mensal do boi gordo ficou abaixo dos US$ 50/@”, relata Travagini.

Com desvalorização em dólar, o boi gordo brasileiro voltou a atingir o menor patamar de preço entre os seus principais concorrentes no mercado de exportação de carne bovina, compara o analista da Agrifatto.

Segundo ele, atualmente, em dólares, a cotação do boi gordo brasileiro está 21% mais barata que o valor de arroba do boi argentino; 8,82% mais abaixo em relação ao preço do animal paraguaio; e 32,61% inferior ao custo da arroba uruguaia.

“Nos atuais patamares de preço, a competitividade do boi gordo brasileiro frente a outros países está nos melhores níveis dos últimos 12 meses”, observa Travagini. Dessa forma, continua o analista, “a preferência de outros países (excluindo a China) pela proteína bovina brasileira pode crescer nos próximos meses, ocasionando um balanço deste preço do boi gordo em dólares a níveis maiores”.

Picos – Desde o ano de 2019, com o aumento da demanda pela proteína bovina no mercado internacional, o preço do boi gordo brasileiro passou por forte valorização, saindo de US$ 38,39/@ em ago/2019 para US$ 63,16/@ em junho/2021 – um avanço de 64% no período analisado, e o maior patamar desde agosto de 2011, informa o economista.

No entanto, desde a confirmação de dois casos atípicos de vaca louca no Brasil (em 4 de setembro) e o início do embargo da China à carne bovina brasileira, os preços em dólar do animal nacional passou por forte desvalorização, ressalta Travagini.

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