A demanda interna por carne bovina tende a ganhar força nas próximas semanas, impulsionada pelo pagamento do 13º salário, pelas contratações temporárias e pelas festas de fim de ano.
A avaliação é do engenheiro agrônomo Gustavo Duprat, analista de mercado da Scot Consultoria, em entrevista concedida ao programa Terraviva DBO na TV, exibido na quarta-feira, 22 de outubro.
Segundo Duprat, o consumo doméstico tem se mantido em níveis razoáveis, mesmo nesta reta final de outubro, quando o orçamento das famílias já está mais apertado, e deve reagir com o aquecimento típico de fim de ano.

“Tipicamente, o comprador brasileiro consome mais carne bovina no final do ano. O estímulo financeiro, que vem com o 13º salário e com as contratações temporárias do final de ano, tende a reforçar a demanda, ainda mais com as épocas festivas chegando. Isso sempre dá um impulso positivo ao consumo de carne bovina no Brasil”, destacou.
Além da melhora esperada na demanda, o analista aponta que a oferta de bois prontos para abate está mais enxuta. Menos animais estão saindo dos confinamentos e os frigoríficos têm trabalhado com escalas mais curtas, reflexo também de uma maior retenção de fêmeas dentro das fazendas. Em setembro, o abate de vacas caiu abaixo de 1 milhão de cabeças, o menor volume do ano.
No mercado externo, o cenário também segue positivo. As exportações de carne bovina brasileira continuam em alta, com destaque para a China, que responde por mais de 60% dos embarques, e para novos compradores, como México e Indonésia.
A tendência, segundo Duprat, é que 2025 caminhe para ser o melhor ano da história das exportações de carne bovina, sustentando um ambiente favorável aos preços do boi gordo.
Assista à entrevista completa com Gustavo Duprat no Terraviva DBO na TV. A conversa começa a partir do minuto 11:36.
VEJA TAMBÉM | Mercado firme: boi gordo, boi magro e bezerro sobem em out/25




