O Censo de Confinamento 2024, mapeamento elaborado pela dsm-firmenich, teve seus números divulgados em 10 de dezembro, em coletiva de imprensa. De acordo com o levantamento, o número de bovinos confinados, em 2024, foi de 7,96 milhões, provenientes de 2.592 propriedades.
O incremento é de 11%, comparativamente ao ano passado, quando a empresa apontou 7,2 milhões de bovinos confinados no Brasil. O levantamento mostra ainda que, desde 2015, o número de animais confinados cresceu 70%, demonstrando a crescente adoção dessa prática.

Walter Patrizi, gerente de Confinamento da empresa, reforçou que “o censo fortalece a cadeia produtiva e consolida o Brasil como referência global na pecuária de corte bovina, unindo tradição, inovação e sustentabilidade”, dado que a terminação intensiva se consolida como estratégia eficiente.
Distribuição e incrementos
Em 2024, os cinco estados com maior volume de bovinos confinados são, respectivamente, Mato Grosso, com 1,7 milhão de animais (20% a mais sobre 2023); São Paulo, com 1,3 milhão de animais (aumento de 6,7%); Goiás, com 1,2 milhão de animais (incremento de 4,9%); Mato Grosso do Sul, com 800 mil animais (recuo de 4,4%); e Minas Gerais, com 800 mil animais (aumento de 4%).
Por capacidade de terminação, as estruturas de 25 mil a 50 mil cabeças foram as que mais cresceram, respondendo por aumento em torno de 500 mil bovinos. Já aquelas para 10 mil até 25 mil colocaram 300 mil animais a mais. Entre 2,5 mil e 5 mil, mais 100 mil reses. Os confinamentos acima de 10 mil cabeças responderam por 58,7% do total (4,7 milhões).
O Estado do Mato Grosso foi a unidade federativa com maior incremento, em relação ao ano passado, 288,3 mil animais; seguido por Pará, 91,2 mil; São Paulo, 81,3 mil; Tocantins, 69,9 mil; e Goiás, 57,3 mil. Pelo lado negativo, o Mato Grosso do Sul deixou de confinar 36,8 mil bovinos.
Concentração em curso
Os 100 maiores confinamentos do País responderam por 49% dos bovinos terminados em regime intensivo. As estruturas para mais de 50 mil cabeças, 17 delas, engordaram 1,458 milhão de animais. Outras 39 (de 25 mil a 50 mil), 1,342 milhão); enquanto mais 129 (de 10 mil a 25 mil), 1,867 milhão.
A participação das vagas em “boitel” continua em queda. Em 2022 foram 1,623 milhão de cabeças, fatia correspondente a 23,3%. No ano passado foram 1,582 milhão (22%) e, em 2024, 1,475 milhão (18,5%). O recuo foi registrado mesmo com um cenário de viabilidade econômica apertada, só aliviado a partir de setembro último.
Questionado sobre os investimentos em Terminação Intensiva a Pasto (TIP), Patrizi estimou que outros “70% dos animais devem passar por esse tipo de engorda”, ou seja, cerca de mais 5,5 milhões de cabeça. Para ele, a estratégia também cresce, embora ainda não integre o censo. Da mesma forma, os confinamentos para outras categorias bovinas.
O executivo acredita que “o futuro da pecuária de corte depende de decisões fundamentadas em dados confiáveis e transparentes. Por isso, a dsm-firmenich realiza o Censo de Confinamento, tornando-o uma ferramenta estratégica que monitora a evolução do setor, identifica tendências de mercado e mapeia oportunidades”.
Com o apoio de mais de 800 pessoas do time de campo, que “conhecem profundamente todos os 5.570 municípios brasileiros”, a empresa consegue oferecer uma visão precisa da capacidade produtiva nacional, permitindo aos produtores traçarem um planejamento mais eficaz.
Tecnologia respondendo pela expansão
Na avaliação dos executivos da empresa presentes na coletiva de imprensa que apresentou o Censo, a suplementação nutricional tem desempenhado um papel essencial na evolução da pecuária brasileira.
Seja no gado de corte a pasto ou no confinamento, estratégias nutricionais adequadas são fundamentais para maximizar o desempenho animal e garantir eficiência produtiva.
João Yamaguchi, gerente de Gado de Corte a Pasto da empresa, destaca como a suplementação é indispensável para alcançar bons resultados em diferentes sistemas de manejo. “Uma nutrição balanceada e adaptada às condições regionais é o que permite que os pecuaristas obtenham maior eficiência na engorda dos animais e melhorem a conversão alimentar”.
Ele destaca ainda que no sistema a pasto, por exemplo, a suplementação ajuda a suprir deficiências minerais e proteicas, garantindo o crescimento saudável dos bovinos e o incremento na produtividade, mesmo em períodos de seca ou baixa qualidade do pasto.




