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Carne bovina: “Brasil não consegue cumprir prazo da UE”, diz jornal irlandês

A proteína brasileira poderá ser proibida de entrar no mercado europeu a partir de setembro/26 devido ao não cumprimento das normas relativas ao uso de antibióticos
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O jornal agropecuário Irish Farmers – um dos principais canais de informação do setor na Irlanda – publicou reportagem sugerindo que “o Brasil não conseguirá cumprir prazo da União Europeia para segurança da carne bovina”.

O texto é baseado em declarações do ex-diretor executivo da Autoridade de Segurança Alimentar da Irlanda (FSAI) e ex-presidente da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), Patrick Wall.

Ele disse que “as autoridades brasileiras não conseguirão cumprir o prazo estabelecido pela Comissão Europeia para lidar com as preocupações relativas ao uso de antibióticos e promotores de crescimento ilegais na carne bovina”.

De acordo com decisão recente da UE, a proteína brasileira poderá ser proibida de entrar no mercado europeu a partir de setembro/26 devido ao não cumprimento das normas relativas ao uso de antibióticos.

Segundo o texto do Irish Farmers Journal, Patrick Wall apoiou publicamente a afirmação do eurodeputado Ciaran Mullooly, do partido Independent Ireland, de que não é seguro e nem tecnicamente possível que a carne bovina brasileira seja reinserida na lista de países seguros para exportação de carne bovina para a Irlanda e a UE a partir de 3 de setembro.

Wall se reuniu com Mullooly e com o deputado do Independent Ireland, Michael Fitzmaurice, no último fim de semana para discutir o assunto.

Na reunião, relata o jornal, Wall disse não acreditar que “as autoridades brasileiras irão conseguir se organizar em um prazo de apenas três meses”. “Não acredito que isso seja possível; os animais que serão levados para o abate em setembro terão dois anos de idade, e não há como obter rastreabilidade confiável de forma retrospectiva”.

Wall acrescentou: “Eles podem começar em setembro deste ano e seguir em frente, mas não conseguirão retroceder dois anos. Portanto, não será possível.”

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