Nesta quarta-feira, 9 de novembro, o mercado de São Paulo, referência para as demais praças pecuárias, trabalhou com queda de R$ 1/@ no preço do boi gordo “comum” (direcionado aos consumidores internos), informa a Scot Consultoria.
Dessa maneira, o macho terminado está valendo R$ 272/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas estão cotados em R$ 260/@ e R$ 267/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).
O boi-China (abatido mais jovem, com até 30 meses) é negociado por R$ 280/@ (preço bruto e a prazo) em São Paulo, acrescenta a Scot.
Segundo apurou a IHS Markit, o volume de negócios no mercado físico do boi gordo seguiu com fluxo irregular nesta quarta-feira, dependendo de particularidades regionais.
“Entre as praças pecuárias, os referenciais de preços mostram um comportamento distinto, embora as oscilações ainda continuem tímidas”, observa a IHS.
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A cautela entre boa parte das indústrias frigoríficas, sobretudo as exportadoras, prevaleceu nesta quarta-feira, reforça a consultoria.
“A estratégia geral entre os compradores de gado gordo é operar com estoques nas câmaras frias e ver até que ponto o escoamento permite retomada dos negócios no mercado físico”, relata a IHS Markit.
Neste contexto, os preços do boi gordo registraram variações mistas ao longo desta quarta-feira.
No Pará, por exemplo, as quedas na arroba foram ocasionadas pela fraca procura por animais terminados. “As indústrias locais estenderam as escalas de abate para mais de dez dias e estão fora das compras”, enfatiza a IHS.
Por sua vez, nas praças de Goiás e do Mato Grosso, houve tímidas altas nos preços do boi gordo, influenciadas pelo encurtamento das escalas de abate, hoje abaixo de cinco dias, informa a IHS, que acrescenta: “Os frigoríficos locais passaram a sinalizar valores mais firmes pela matéria-prima”.
Nas demais regiões pecuárias, apurou a consultoria, o mercado físico do boi gordo operou com preços estáveis.
Pelo entendimento da IHS, a oferta de animais prontos para abate dá sinais de redução, mas boa parte dos frigoríficos continuam cadenciando o fluxo de suas aquisições de gado, de olho na consistência do escoamento da produção de carne bovina.
“As expectativas se voltam para a típica melhora do consumo doméstico estimulada pelas festas de final de ano e pela maior massa salarial”, observa a IHS.
Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo interromperam a trajetória de alta e voltaram a registrar quedas.
“Movimentos de realização de lucro foram motivados depois dos ganhos acumulados”, justifica a IHS.
No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos se mantiveram inalterados nesta quarta-feira.
“O fluxo das vendas segue evoluindo dentro das expectativas do setor, mas ainda não permite novos ajustes positivos”, relata a IHS.
Muitas indústrias frigoríficas temem que novas altas prejudiquem a consistência do escoamento dos cortes bovinos, acrescenta a consultoria.
Na avaliação a IHS, a firmeza dos preços das proteínas concorrentes e a manutenção do ritmo dos embarques de carne vermelha ao exterior podem possibilitar suporte às cotações dos cortes bovinos.
Segundo a Agrifatto, com a arrefecimento das manifestações que resultaram em bloqueios de rodovias importantes do País, as distribuições de carne bovina ao varejo, principalmente na região Sudeste, se aproximam da normalidade, favorecendo as vendas de carne com ossos.
“Nesta semana, os preços no atacado paulista ainda não apresentaram variações, porém a valorização da semana passada foi suficiente para resultar em margens operacionais positivas para as unidades de abate”, observa a Agrifatto.
Dados do IBGE – Na próxima sexta-feira, dia 11, o IBGE divulgará o resultado do abate trimestral de animais no Brasil no terceiro trimestre de 2022.
Segundo previsão da IHS Markit, as expectativas apontam para crescimento expressivo dos abates frente aos dados computados em igual período de 2021. “O crescimento do abate bovino neste ano foi puxado pela força da exportação da proteína no Brasil”, destaca a IHS.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quarta-feira, 9/11
(Fonte: IHS Markit)
SP-Noroeste:
boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 243/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)
MT-Tangará:
boi a R$ 243/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)
MT-B. Garças:
boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 228/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 244/@ (à vista)
vaca a R$ 230/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 240/@ (à vista)
vaca a R$ 230/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca R$ 246/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 261/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 273/@ (prazo)
vaca a R$ 248/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 251/@ (à vista)
RS-Porto Alegre:
boi a R$ 267/@ (à vista)
vaca a R$ 248/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 267/@ (à vista)
vaca a R$ 248/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 248/@ (prazo)
vaca a R$ 241/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 243/@ (prazo)
vaca a R$ 234/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 259/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 250/@ (prazo)
TO-Gurupi:
boi a R$ 258/@ (à vista)
vaca a R$ 251/@ (à vista)
RO-Cacoal:
boi a R$ 239/@ (à vista)
vaca a R$ 226/@ (à vista)
RJ-Campos:
boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)
MA-Açailândia:
boi a R$ 258/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)




