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Com coronavírus na China, compras de grãos dos EUA deverão ser limitadas, diz FAO

Diante do acordo comercial, os chineses concordaram em aumentar a importação de produtos agrícolas americanos em US$ 32 bilhões nos próximos dois anos
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O surto de coronavírus deve limitar as compras de produtos agrícolas norte-americanos pela China, avalia o economista da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Abdolreza Abbassian.

“Já era um pouco difícil matematicamente descobrir se a China realmente cumpriria esse compromisso (acertado na primeira fase do acordo comercial)”, disse a FAO. “Agora, a situação se deteriorou mais do lado da demanda. Isso não é culpa da China”, acrescentou.

Como parte da primeira fase do acordo comercial assinado entre China e Estados Unidos, os chineses concordaram em aumentar a importação de produtos agrícolas americanos em US$ 32 bilhões nos próximos dois anos.

O economista lembrou, ainda, que a China foi cuidadosa na assinatura do acordo e pontuou que as suas compras estariam sujeitas às condições do mercado.

O agravamento da disseminação do vírus pressiona as cotações de grãos e oleaginosas, já que traders temem pela redução da demanda chinesa, principalmente nos mercados de soja e pecuária.

Contudo, segundo Abbassian, a queda nos preços deve permanecer mesmo sem o coronavírus. “Não é por que os EUA vão vender agora para a China que teremos um boom no comércio mundial. Na verdade, esses produtos vão ser desviados de outro lugar para China, mas não estamos vendo sinal de que a demanda real esteja crescendo globalmente”, explica o economista.

Sem uma demanda forte, ele afirma que uma das razões pelas quais os preços poderiam subir seria eventual incremento das compras de grãos pela Rússia e pela Ucrânia, países vulneráveis às condições climáticas.

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