Nesta quarta-feira, 30 de junho, os preços da boiada gorda permaneceram estáveis na maioria absoluta das praças pecuárias, a começar pelas de São Paulo, onde a arroba do macho é negociada a R$ 317/@, enquanto a vaca gorda e a novilha valem, respectivamente, R$ 294/@ e R$ 310/@ (valores brutos e a prazo).
Bovinos destinados à exportação estão sendo fechados em até R$320/@, à vista.
“A escala satisfatória em parte dos frigoríficos e algumas indústrias fora das compras esfriaram as negociações”, informa a Scot.
No entanto, a chegada da primeira semana do mês de julho (período de recebimentos dos salários e, consequentemente, maior demanda pela carne bovina) pode motivar a procura pela matéria-prima por parte das plantas abatedouras, possibilitando a consolidação de novas altas nas cotações do boi gordo, observam os analistas de mercado.
Segundo a IHS Markit, os lotes são oferecidos de forma pulverizada e os pecuaristas confinadores (ou que ainda dispõem de melhores condições nos pastos) têm segurado a venda do gado terminado sob alegação de dificuldades para arcar com os elevados custos com reposição e nutrição.
Ao mesmo tempo, continua a IHS, as indústrias frigoríficas evitam adquirir animais por patamares de preços mais altos que os atuais, em função da impossibilidade de repasse dos custos operacionais no varejo.
Levantamento da IHS mostra que, particularmente no Mato Grosso, a arroba do boi gordo enfraqueceu um pouco nesta quarta-feira.
As plantas da região já apresentam escalas de abate ao redor de 10 dias e dispõem de lotes oriundos de confinamento próprio, relata a IHS.
“As condições climáticas também favoreceram um aumento da oferta de animais terminados, por conta da reduzida capacidade instalada das unidades”, acrescenta.
No Mato Grosso do Sul, as recentes geadas que atingiram o Estado colocam o mercado pecuário em alerta. Apesar da deterioração das condições de pastagens, até o momento, não foi registrado maior oferta de boiadas, observa a IHS.
Nesse Estado, informa a IHS, as escalas de abate se encontram bastante curtas, ao redor de 3 dias. Ainda no MS, foi relatado a paralisação por tempo indefinido de uma unidade de abate em Coxim, em função da dificuldade e falta de animais para abate, acrescenta a consultoria.
Na região Sul, a situação segue cada vez mais crítica. Uma massa de ar polar atingiu a região, causando fortes geadas e até mesmo neve em algumas localidades, relata a IHS.
“Porém, mesmo em tal cenário, a oferta de animais terminados segue restrita, preocupando até mesmo os grandes players do mercado local e oferecendo sustentação aos preços atuais”, informa a consultoria.
Nas demais praças pecuárias do País, o cenário ainda é de muita cautela entre ambas as pontas do mercado, fato que mantem um ambiente de preços majoritariamente estáveis.
No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos, assim como do couro e sebo industrial, permaneceram estáveis. O mercado permanece com pouco volume de negociações, seguindo as expectativas das distribuidoras e varejistas, informa a IHS.
Os agentes do setor seguem atentos para a primeira semana do mês de julho, além de esperar leve reação do consumo já neste final de semana. Entretanto, não há evolução na procura por reposição, em função das sobras da última semana, diz a consultoria.
Cotações máximas desta quarta-feira, 30 de junho, segundo dados da IHS Markit:
SP-Noroeste:
boi a R$ 322/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 311/@ (à vista)
vaca a R$ 295/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 311/@ (prazo)
vaca a R$ 296/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 295/@ (prazo)
MT-Tangará:
boi a R$ 308/@ (prazo)
vaca a R$ 298/@ (prazo)
MT-B. Garças:
boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 295/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 309/@ (à vista)
vaca a R$ 294/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 295/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca R$ 293/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 296/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 292/@ (à vista)
vaca a R$ 282/@ (à vista)
RS-Porto Alegre:
boi a R$ 332/@ (à vista)
vaca a R$ 319/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 332/@ (à vista)
vaca a R$ 319/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 294/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 298@ (prazo)
vaca a R$ 289/@ (prazo)
TO-Gurupi:
boi a R$ 296/@ (à vista)
vaca a R$ 287/@ (à vista)
RO-Cacoal:
boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 291/@ (à vista)
RJ-Campos:
boi a R$ 294/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)
MA-Açailândia:
boi a R$ 292@ (à vista)
vaca a R$ 268/@ (à vista)




