
As informações coletadas foram apresentadas nessa quarta-feira (28), em Belo Horizonte (MG), na Fundação Dom Cabral (FDC), trazendo uma surpresa. No levantamento top of mind (primeira palavra que vem à mente) de qual empresa do agronegócio tem maior lembrança imediata nas pessoas, a JBS surgiu em 1º lugar. Friboi e Sadia ficaram na cola.
Vale ressaltar que a pesquisa apura fatos e escapa dos juízos de valor. No geral, o estudo “Percepções Sobre o Agro – O Que Pensa O Brasileiro”, idealizado pelo movimento “Todos a Uma Só Voz” trouxe que o agronegócio é bem-visto, por ser inegável produtor de alimentos para o Brasil e para o mundo.
Por outro lado, apresentou sinais de alerta dignos de luz vermelha piscante. Entre eles, atividade questionável na preservação do meio ambiente e empregadora em condições análogas às da escravidão.
E aqui vale uma menção à jornalista Mariele Prevedi, da Atualle Comunicação, que participou da formulação da pesquisa, citada por um dos apresentadores do evento. Ensina-se na faculdade de jornalismo que “um cachorro que morde um homem não é notícia; porém quando o homem morde o cachorro é”.
Tal lição pode explicar em parte que coisas negativas ocupam mais espaço na mídia e, eventualmente, podem formar opinião negativa.
O agronegócio é admirado – O setor está entre os mais admirados (68% dos pesquisados) pelos brasileiros. Perde apenas na comparação com o setor de Saúde.
A pesquisa mostra ainda que 43% dos entrevistados possui grande envolvimento com o agro, sendo o setor considerado como muito importante para o dia a dia desse perfil – que tem uma proximidade com o setor por ter familiar trabalhando no Agro ou já ter trabalhado nele.
Outros 24% possui médio conhecimento e médio envolvimento com o agronegócio, sendo que 33% representa o perfil mais distante do setor. Esse distanciamento se dá pelo baixo envolvimento e conhecimento do agro.
Sobre outras percepções de destaque, a imagem dos brasileiros mais associada ao agronegócio é de alimento (78%). No total da amostra, com 4.215 entrevistas, a maioria (65%) declarou ter uma atitude positiva em relação ao agro.
Quem já trabalhou ou tem parentes que trabalham no agronegócio tendem a avaliar o setor de maneira mais positiva: 84% e 80%, respectivamente.
A JBS foi a empresa mais lembrada entre os entrevistados. Trata-se de uma indústria frigorífica, das gigantes mundiais, muito conhecida pelo processamento de carnes, em especial a bovina. A JBS deixou para trás Ambev (bebidas), Friboi (outra gigante no setor de carnes), Sadia (também processadora de proteína animal) e Bunge, respectivamente do 2º ao 5º lugares.
Alerta vermelho – O grupo de entrevistados mais distante ou desfavorável ao setor representa uma parcela significativa da população (33%). Ele é composto por 51% de respondentes na faixa de 15 a 29 anos: um público mais jovem e que será o consumidor do futuro.
Olhando os números de uma forma mais geral, a faixa etária de 30 a 59 anos tendeu a ser mais crítica que o total da amostra em aspectos ambientais. Para 38% dessas pessoas, o agronegócio é um dos principais responsáveis pelos impactos ambientais do País, o dobro do total da amostra (19%).
E nessa faixa etária ainda, para 31%, a atividade faz uma má utilização dos recursos hídricos, quase o triplo do total da amostra (11%). “Este momento é uma janela de oportunidades para o agro se comunicar. As empresas e associações do Agronegócio precisam contar mais suas histórias de sucesso”, avalia o Coordenador Geral da Pesquisa, Paulo Rovai.
“Para admirar é preciso conhecer” – O coordenador explica que “a pesquisa é um raio X abrangente para entender, de forma realista e embasada por uma metodologia robusta, o que os brasileiros pensam sobre o Agronegócio”.
Ainda de acordo com ele, o levantamento faz parte do projeto de construção da marca “Agro Brasil” que pretende estimular a empatia dos brasileiros pelo agronegócio para ajudar a fortalecer o setor e gerar novas oportunidades.
Rovai aponta que, atualmente, não há dados públicos sobre a percepção dos brasileiros sobre o setor, já que só existem pesquisas privadas sobre o tema, de acesso limitado aos contratantes e não abertas ao mercado.
A íntegra da pesquisa pode ser conhecida em www.todosaumasovoz.com.br
* Com informações da assessoria de imprensa




