O Brasil foi reconhecido oficialmente como país livre da febre aftosa durante a 92ª Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), realizada em Paris, na França.
A conquista representa um marco para a agropecuária brasileira, com potencial para ampliar exportações e facilitar o acesso a novos mercados de carne bovina.
O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), no entanto, alerta que a manutenção desse status sanitário dependerá de atenção redobrada do Estado brasileiro, especialmente diante da tentativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) de privatizar as inspeções ante mortem e post mortem de animais destinados ao abate.
A última vez que o Brasil registrou um foco da febre aftosa foi em 2006, nos estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul. Ao todo, segundo a pasta, mais de 244 milhões de bovinos e bubalinos em cerca de 3,2 milhões de propriedades deixarão de ser vacinados contra a doença, trazendo uma redução de custo direta, com a aplicação da vacina, de mais de R$ 500 milhões.
Porém, o novo status traz novos desafios e responsabilidades para os envolvidos na defesa agropecuária. Segundo o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, é fundamental uma estrutura adequada para atuação auditores fiscais federais agropecuários.
Ele destaca que o reconhecimento internacional é motivo de orgulho e reforça a relevância da atuação dos profissionais da carreira. “A conquista do status de livre de febre aftosa é resultado direto da atuação técnica, responsável e continuada dos auditores fiscais federais agropecuários, que estão a linha de frente da saúde animal. No entanto, esse avanço acontece em um momento crítico, em que a produção pode estar em risco se o Brasil seguir no caminho da privatização das inspeções, medida que fragiliza a segurança alimentar e a credibilidade internacional do nosso sistema de fiscalização”.
Fonte: Ascom Anffa Sindical




