Nesta terça-feira (2/12), os consultores da Agrifatto detectaram aumento nos preços do boi gordo em 7 das 17 praças brasileiras monitoradas diariamente – em SP, BA, GO, MA, MG, RJ e RS.
Nas outras 10 regiões acompanhadas, os preços ficaram estáveis, acrescenta a consultoria.
O movimento de alta neste início de dezembro/25, diz a Agrifatto, reflete a escassez de oferta de animais para abate e a expectativa de maior consumo doméstico com a proximidade das festas de fim de ano, além de uma demanda externa ainda bastante consistente.
A liberação da primeira parcela do 13º salário e o pagamento dos salários de novembro também contribuíram para o aquecimento imediato do consumo interno, estimulando a busca dos frigoríficos por matéria-prima (boiadas gordas).
Apesar disso, informa a Agrifatto, o volume de negócios não avançou o suficiente para ampliar as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros, que continuam em oito dias úteis, na média nacional.
Pelos números da Agrifatto, o animal sem padrão-exportação agora vale R$ 320/@ em São Paulo, enquanto o “boi-China” é negociado por R$ 330/@.
Segundo a apuração da Scot Consultoria, no mercado paulista, o boi gordo “comum” está cotado em R$ 320/@, o “animal-China” em R$ 325/@, a vaca gorda em R$ 302/@ e a novilha terminada em R$ 314/@ (valores brutos, no prazo).
No mercado futuro, os contratos do boi gordo fecharam o pregão de segunda-feira (1/12) da B3 no negativo pelo terceiro dia seguido.
O contrato para vencimento em janeiro/26, por exemplo, encerrou a sessão a R$ 322,80/@, com ligeira baixa de 0,20% em relação ao dia anterior.




