Apresentado Por:

Boi gordo: semana começa com alta do “boi-China” no mercado paulista, diz Scot

Animal com padrão-exportação vale R$ 315/@, o que significa um ágio de R$ 5/@ sobre o boi “comum” negociado em SP, apurou a consultoria
Compartilhe:

Continue depois da publicidade

Continue depois da publicidade

A oferta favorável de capim no Brasil-Central – quadro atípico para esta época do ano – tem permitido aos pecuaristas manter os animais no pasto, reduzindo a pressão de vendas do boi gordo aos frigoríficos, relata a Agrifatto.

Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 9/6 pela Agrifatto; clique AQUI

Tal movimento, acrescenta a consultoria,  contribuiu para o encurtamento nas escalas de abate dos frigoríficos brasileiros, que recuaram um dia útil no comparativo semanal, ficando em 7 dias úteis (média nacional) na sexta-feira (6/6).

“Com redução nas ofertas de boiadas gordas e a melhora no escoamento de carne bovina no mercado interno e externo, a semana começou com preços mais altos para o “boi-China” e a novilha gorda negociada nas praças paulistas”, informa boletim desta segunda-feira (9/6) da Scot Consultoria.

O animal com padrão-exportação, apurou a Scot, agora vale R$ 315/@ no mercado paulista, o que significa um ágio de R$ 5/@ sobre o boi “comum” negociado na mesma região (R$ 310/@).

Por sua vez, a novilha é vendida agora por R$ 295/@ na mesma praça, enquanto a vaca gorda vale R$ 280/@.

Nesta segunda-feira (9/6), das 17 praças acompanhadas pela Agrifatto, 6 registraram valorização de acordo com o levantamento de sua equipe de analistas: GO, MG, MS, PA, PR e TO. As demais regiões fecharam o dia com estabilidade.

O indicador Datagro, referência para a liquidação dos contratos futuros do boi gordo na B3, encerrou a última semana cotado a R$ 311,73/@ em São Paulo, com alta de 3,24% na comparação entre as sextas-feiras.

“A disponibilidade de forragem estimula a retenção de boiadas gordas, o que obriga a indústria a melhorar suas ofertas para o preenchimento das escalas de abate”, ressaltam os analistas da Agrifatto, que completam: “Com bom fluxo do escoamento da carne bovina no atacado e no varejo, a demanda tem sustentado um movimento mais firme nos preços da arroba”.

Na média semanal, o indicador Datagro fechou cotado em R$ 307,65/@, com valorização de 1,34% na comparação com o valor médio da semana anterior.

Considerando a mesma base de comparação, o indicador CEPEA (praça paulista) registrou uma elevação de 1,40%, fechando a semana cotado a R$ 309,20/@.

Já o indicador Agrifatto apresentou uma média semanal de R$ 309,78/@, com avanço de 1,98% em relação ao preço médio da semana anterior.

Mercado futuro pega carona na onda altista

O otimismo observado no mercado físico também se refletiu no mercado futuro da B3, relata a Agrifatto. Os principais contratos do boi gordo registraram avanço em suas cotações na comparação entre as sextas-feiras.

O contrato vigente (junho/25) encerrou a R$ 315,85/@, com alta de 1,06%. O vencimento de julho/25 fechou cotado a R$ 325,00/@, valorizando 1,14% em relação à sexta-feira anterior.

O contrato de agosto/25 teve alta semanal de 0,91%, encerrando a R$ 327,80/@.

Apenas o contrato de setembro registrou leve recuo, encerrando a R$ 330,50/@, uma queda nominal de R$ 0,20/@ na comparação entre as sextas-feiras, informa a Agrifatto.

Com a melhora na curva de futuros, os ágios – em relação aos preços no mercado físico – subiram na B3, “configurando níveis interessantes para a efetivação do hedge (proteção)”, destaca a Agrifatto.

Os contratos com vencimentos mais curtos, junho/25 e julho/25, registraram valores R$ 4,12/@ e R$ 13,27/@ acima do mercado físico, respectivamente.

Por sua vez, os vencimentos de agosto/25 e setembro/25 apresentaram ágios de R$ 16,07/@ e R$ 18,77/@, respectivamente.

“Diante da atual conjuntura de robustez nos preços do boi gordo e do otimismo observado na curva de futuros, reforçamos a importância da gestão de risco”, recomenda relatório da Agrifatto enviado aos seus assinantes. A consultoria acrescenta: “Recomendamos a adoção de estratégias de proteção contra eventuais depreciações futuras”.

Reposição e insumos

O preço do bezerro também surfou a onda da alta no mercado do boi gordo e registrou aumento semanal de 0,46%, ficando cotado na média da semana em R$ 2.897,82/cabeça (indicador Cepea/MS), informa a Agrifatto.

O milho registrou média semanal de R$ 69,05/saca, com desvalorização semanal de 1,24%, enquanto o farelo de soja apresentou leve valorização de 0,08%, ficando cotado a R$ 1.757,95/tonelada.

Gostou? Compartilhe:

Mais Lidas

1.

Encontre aqui a consultoria ideal para sua fazenda

Vídeos em destaque

Mais Lidas

Colunistas