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Boi gordo: negócios seguem em ritmo lento, com frigoríficos evitando acumular estoques nas câmaras frias

Cotações do macho terminado e das fêmeas prontas para abater (vacas e novilhas) seguem estáveis na maioria absoluta das praças pecuárias brasileiras
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Nesta terça-feira, 26 de abril, o mercado do boi gordo seguiu com pouca movimentação, repetindo a toada registrada nos últimos dias, segundo informações apuradas pelas consultorias que cobrem diariamente o setor pecuário.

Com isso, os preços do boi gordo e demais categorias prontas para abater (vacas e novilhas) seguem estáveis nas principais praças do País.

“As referências de preços parecem ter encontrado um ponto de estagnação, pelo menos até o início de maio”, observam os analistas da IHS Markit.

O ritmo fraco dos negócios deve-se principalmente ao comportamento de cautela das indústrias frigoríficas brasileiras, que seguem atentas sobretudo ao desempenho da demanda externa, principalmente por parte da China, o maior cliente internacional da carne brasileira, responsável por mais da metade das compras da proteína nacional.

A decisão recente do governo chinês em suspender, temporariamente, as compras de carne bovina de algumas unidades brasileiras de abate acendeu um sinal de alerta nas indústrias exportadoras, que já vinham preocupadas com a retração do dólar frente ao real (nos últimos dias, porém, o movimento na taxa de câmbio se inverteu, levando a moeda norte-americana a ficar próxima do nível de R$ 5).

A paralisação das operações portuárias em Shangai (devido às medidas de isolamento ocasionadas pelo avanço da Covid-19) também preocupa o setor exportador – o terminal é a maior via de entrada de carne bovina brasileira no país asiático.

Diante do quadro de cautela dos compradores, muitas indústrias tentam, ainda sem grande sucesso, reduzir os preços da arroba do boi gordo nas principais praças pecuárias.

Em contrapartida, as escalas de abate dos frigoríficos estão um pouco mais curtas neste início de semana, se comparada às programações registradas na semana anterior.

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“Como as indústrias cadenciam as suas compras de gado, as escalas de abate nos frigoríficos do País, que em sua média giravam entre 8 e 10 dias, neste momento já apresentam programações para no máximo 6 dias”, relata a IHS Markit.

Levantamento desta segunda-feira da Scot Consultoria mostra estabilidade nas cotações dos animais terminados negociados nas praças do interior de São Paulo, Estado que serve de referência para as demais regiões de negociação de boiada gorda.

Com isso, o valor do boi gordo nas praças paulistas segue em R$ 315/@, enquanto a vaca e novilha estão valendo, respectivamente,  R$ 279/@ e R$ 312/@ (preços brutos e a prazo).

Segundo a IHS Markit, em algumas regiões onde as chuvas ainda dão suporte ao pasto, muitos pecuaristas ainda tentam reter a oferta de boiadas gorda, visando melhores condições de preços, já que custos com nutrição e demais insumos da pecuária subiram significativamente neste ano.

Porém, nas regiões onde o período de estiagem já eleva o risco de manutenção dos animais gordos nas fazendas, a oferta cresceu, reduzindo os preços da arroba.

Esse movimento de baixa foi observado em Rondônia, segundo dados apurados pela IHS. Na praça de Cacoal, a cotação da arroba do boi e da vaca registraram recuo diário de R$ 2/@, para R$ 263 e R$ 253, respectivamente.

Cotações máximas de machos e fêmeas desta terça-feira, 26 de abril
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 327/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 270/@ (à vista)
vaca a R$ 280/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 275/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 270/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 287/@ (prazo)
vaca a R$ 275/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 287/@ (prazo)
vaca a R$ 275/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 285/@ (prazo)
vaca a R$ 275/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 287/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca R$ 275/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 280/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 285/@ (prazo)
vaca a R$ 260/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 285/@ (à vista)

vaca a R$ 275/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 340/@ (à vista)
vaca a R$ 310/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 340/@ (à vista)
vaca a R$ 310/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 282/@ (prazo)
vaca a R$ 272/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 272/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 265/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 263/@ (à vista)
vaca a R$ 253/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 260/@ (à vista)

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