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Boi gordo: nada de negócios de bate-pronto; boi segue no pasto em ambiente de cautela

Amparados pelas boas condições das pastagens, os pecuaristas optam por reter os animais; nesta sexta-feira (23/1), a Scot detecta alta de R$ 1/@ no preços dos animais terminados em SP
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Nesta parcial de janeiro, o mercado físico do boi gordo segue marcado por maior cautela dos frigoríficos brasileiros, que desaceleraram as compras em função da retração nas vendas de carne no mercado interno e da queda das exportações observada na terceira semana de janeiro (em comparação com a semana anterior), informa a Agrifatto.

“Para evitar negócios de bate-pronto, as indústrias adotam postura mais seletiva, priorizam lotes específicos e intensificam a pressão baixista sobre a arroba”, relata a consultoria, que faz um acompanhamento diário dos negócios em 17 principais praças brasileiras.

No entanto, nesta sexta-feira (23/1),  a Scot Consultoria detectou uma acréscimo de R$ 1/@ nas cotações do boi gordo sem padrão-exportação e a do “boi-China” em São Paulo.

Confira as cotações da arroba do boi gordo e do “boi-China”, apuradas no dia 23/1 pela Agrifatto e pela Scot Consultoria; clique AQUI.

Agora, o animal “comum” está cotado em R$ 319/@, enquanto o bovino tipo-exportação (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) está apregoado em R$ 323/@ (preços são brutos, com prazo). “Com menos bovinos disponíveis, a ponta vendedora ganhou poder de negociação”, relata a Scot.

Segundo informa a Agrifatto, as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros permanecem curtas — em média, próximas de oito dias úteis, na média nacional — e os preços do boi gordo seguem majoritariamente estáveis.

“Ajustes positivos isolados na arroba em regiões de menor relevância produtiva não foram suficientes para alterar a média de preço nacional”, acrescentam os analistas da consultoria.

Segundo apurou a Agrifatto, as plantas frigoríficas voltadas ao mercado doméstico permanecem na defensiva diante do consumo enfraquecido da proteína. 

Por sua vez, as indústrias exportadoras, apesar do menor volume embarcado, ainda conseguem sustentar uma demanda relativamente mais firme.

Pastagens protegem os pecuaristas

Do lado da oferta, os pecuaristas brasileiros, amparados pelas boas condições das pastagens naturais, optam por reter os animais e resistem a vender a preços inferiores, observa a Agrifaffo. 

“Esse comportamento limita a liquidez, resultando em negócios pontuais e ritmo moderado”, ressaltam os analistas da consultoria. 

Dados da Agrifatto, apontam para uma arroba do boi gordo em São Paulo a R$ 320/@. Nas demais regiões monitoradas, a média estacionou em R$ 303,05/@.

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