A curta primeira semana de março trouxe poucas novidades ao mercado brasileiro do boi gordo, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.
“A cadeia da carne retornou as atividades pós-Carnaval seguindo a mesma toada observada nas últimas semanas, ou seja, com baixa liquidez e preços da arroba majoritariamente estáveis nas praças brasileiras”, relata a IHS Markit.
Embora a oferta de animais prontos para abate continue restrita, grande parte das indústrias frigoríficas continua cadenciando o ritmo de suas aquisições de gado.
As vendas externas de carne bovina bateram um novo recorde (tanto em volume quanto em receita) no primeiro bimestre de 2022, mas o fraco consumo doméstico da proteína surge como principal obstáculo para a maior procura por lotes de boiada gorda, observa a IHS.
Nesse contexto, continua a consultoria, o ambiente sugere certa estagnação nos preços da arroba nas principais regiões brasileiras, salvo algumas exceções.
“De certa forma, lotes de animais que cumprem os requisitos de exportação, sobretudo ao mercado chinês, continuam sendo comprados a valores acima das máximas vigentes”, destaca a IHS.
Entre os principais importadores da carne bovina nacional, China e EUA são os países que pagam valores mais altos pelo produto brasileiro.
“Tais operações são concedidas com a opções de prêmios para boi-exportação acima dos R$ 30 por arroba”, informa a IHS.
Diante da dificuldade de originação do chamado boi-China (abatido mais jovem, geralmente com idade inferior a 30 meses), algumas unidades paulistas chegam a deslocar as suas compras de boiadas para estados vizinhos ou até mais longe (regiões ao Norte).
Por outro lado, unidades de abate com foco maior no mercado interno não conseguem mitigar os seus custos aos preços da carne, encontrando dificuldades na formação de receitas neste momento, relata a IHS.
Desta forma, a estratégia para muitos frigoríficos é regular ao máximo os abates, limitando as compras de gado terminado ou até mesmo reescalonando as programações, à espera de repiques de venda no atacado.
A recuperação nos preços da carne de frango e a chegada do mês de março (entrada de massa salarial) podem resultar no aumento do consumo doméstico de carne bovina, favorecendo a formação de preços mais firmes na cadeia pecuária.
Cotações máximas de sexta-feira, 4 de março, segundo dados da IHS Markit:
SP-Noroeste:
boi a R$ 348/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 315/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 317/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)
MT-Tangará:
boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)
MT-B. Garças:
boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 307/@ (à vista)
vaca a R$ 295/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 285/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca R$ 295/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 325/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 296/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 295/@ (à vista)
vaca a R$ 285/@ (à vista)
RS-Porto Alegre:
boi a R$ 324/@ (à vista)
vaca a R$ 309/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 324/@ (à vista)
vaca a R$ 309/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 282/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 282/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 289/@ (prazo)
vaca a R$ 282/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 285/@ (prazo)
vaca a R$ 275/@ (prazo)
TO-Gurupi:
boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 276/@ (à vista)
RO-Cacoal:
boi a R$ 294/@ (à vista)
vaca a R$ 280/@ (à vista)
RJ-Campos:
boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)
MA-Açailândia:
boi a R$ 283/@ (à vista)
vaca a R$ 264/@ (à vista)




