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Boi gordo: mercado brasileiro segue truncado e preços da arroba recuam nas regiões de MT

Na maioria das praças pecuárias, as cotações seguem estáveis, como é o caso de São Paulo, onde o animal macho terminado é negociado a R$ 338, no prazo, segundo apuração da Scot Consultoria
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Embora o mercado brasileiro do boi gordo continue com preços firmes na maioria das regiões pecuárias, em algumas praças do País os preços da arroba recuaram nesta quinta-feira (17 de fevereiro), refletindo a forte pressão de baixa exercida pelos frigoríficos locais.

É o caso do Mato Grosso, responsável pelo maior rebanho de bovinos de corte do País, onde as cotações do boi gordo registraram desvalorização entre R$ 5/@ e R$ 10/@ ao longo desta quinta-feira, segundo levantamento da IHS Markit.

Em Cáceres, o valor do boi gordo caiu de R$ 310/@ para R$ 305/@.  Em Barra do Garças o preço do macho terminado foi de R$ 315/@ para 305/@. Nas praças de Tangará da Serra e Cuiabá, as cotações oscilaram de R$ 315/@ para R$ 305/@ e de R$ 313/@ para R$ 307/@, respetivamente.

Porém, nas praças do interior de São Paulo, Estado que é referência para o mercado do boi nas demais regiões pecuária, os preços dos animais terminados seguem estáveis.

Segundo dados da Scot Consultoria, o boi, a vaca e a novilha prontos para abate são negociados por R$ 338/@, R$ 303/@ e R$ 330/@ (preços brutos e a prazo), respetivamente.

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De acordo com os analistas da IHS Markit, o mercado físico do boi gordo tem se mostrado resistente entre as pontas (indústrias e pecuaristas), fato que mantém a liquidez muito baixa, tornando o ambiente de negócios moroso em grande parte do País.

De modo geral, continua a consultoria, as indústrias seguem adaptando as suas escalas de abate em menores volumes diários, de modo a não alongar de sobremaneira as suas programações.

Essa posição de cautela dos frigoríficos reflete o baixo consumo de carne bovina no mercado doméstico, prejudicado pela queda de renda da população brasileira, afetada pelo avanço da inflação, entre outros problemas na economia do País.

Thayná Drugowick, zootecnista e analista de pecuária da Scot Consultoria (Foto: Divulgação/Scot Consultoria)

“O consumo interno fragilizado segue pressionando a margem da indústria no mercado interno e, por outro lado, a oferta compassada de animais terminados nos últimos dias não deu espaço para alterações nas referências de preços da arroba do boi gordo”, observa a zootecnista Thayná Drugowick,  analista de mercado da Scot Consultoria.

Do lado de dentro das porteiras, os pecuaristas seguem prejudicados pelo avanço nos custos de produção, impulsionados pelas valorizações da ração bovina, dos fertilizantes, entre outros insumos da pecuária.

Dessa maneira, ressaltam os analistas da IHS Markit, o ambiente truncado entre pecuaristas e indústria ganha mais força, limitando novos negócios e as também grandes oscilações nos valores da arroba, sejam elas positivas ou negativas.

Na avaliação da analista Thayná, da Scot, o dólar em patamares baixos frente ao real pode prejudicar o desempenho dos embarques brasileiros de carne bovina, abrindo espaço para ajustes negativos nas cotações do boi gordo.

Tal fato, continua a analista, pode acabar aliviando a disparidade de preços entre os bovinos direcionados ao mercado interno e os animais com padrão para exportação (abatidos mais jovens, geralmente com idade inferior a 30 meses).

No momento,  o boi-China recebe prêmios de até R$ 20/@ em São Paulo, em relação ao valor do boi comum.

Segundo a analista da Scot, em médio prazo, a expectativa é de melhora na oferta de animais, impulsionada pelo avanço da safra e, com isso, quedas pontuais não estão descartadas.

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Além disso, continua Thayná, o mercado tem dado sinais de desinvestimento na cria, o que pode resultar em um maior volume de fêmeas indo ao gancho nos próximos meses.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina continuam estáveis, refletindo a inconsistência da demanda doméstica, bem como a redução de oferta por parte dos frigoríficos.

Cotações máximas desta quinta-feira, 17 de fevereiro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 340/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 292/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 297/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 307/@ (à vista)
vaca a R$ 295/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca R$ 295/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 317/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 325/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 296/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 295/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 310/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 310/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 282/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 282/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 289/@ (prazo)
vaca a R$ 282/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 287/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 276/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 294/@ (à vista)
vaca a R$ 280/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 307/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 283/@ (à vista)
vaca a R$ 264/@ (à vista)

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