Com operações minimamente ajustadas até o feriado de Finados (2/11), as indústrias brasileiras passaram a limitar as suas compras no mercado físico do boi gordo, o que resultou em estabilidade nas cotações da arroba na maioria das praças do País, informaram nesta segunda-feira (23/10) as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.
Segundo a S&P Global Commodity Insights, a sazonalidade do período (menor poder aquisitivo da população, devido ao maior distanciamento do pagamento dos salários), sugere uma menor procura de animais terminados, tendo em vista o enfraquecimento da demanda por carne bovina por parte do consumidor final.
Além disso, há relatos de sobreoferta de mercadorias nos estoques dos frigoríficos e/ou nos entrepostos/cadeia de distribuição.
Tal situação, diz a S&P Global, indica que muitos consumidores estão deixando de lado os cortes de carne bovina, optando pelas proteínas correntes (frango e suíno), mais baratas.
Pelo lado da oferta de boiada, informa a S&P Global, registrou-se negócios esparsos efetivados em condições inferiores de preços (para o boi gordo e demais categorias pronta para abate) nas praças de São Paulo e do Mato Grosso do Sul.
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Na faixa Centro-Norte do País, relata a consultoria, a estiagem prolongada permanece castigando as condições de pastagem, gerando impactos na terminação dos animais no campo.
Pelo lado da demanda, grandes indústrias permanecem operando com maior parcela de animais provindos de confinamentos próprios e/ou parcerias com grandes boiteis, o que reduz substancialmente a liquidez no mercado físico.
Por sua vez, observa a S&P Global, os frigoríficos de médio e pequeno portes se defrontam com um cenário de oferta minimamente melhor quando comparado com o quadro apresentando em semanas imediatamente anteriores e, assim, atuam ofertando cotações para arroba abaixo dos pisos vigentes.
Pelos dados da Scot Consultoria, no Estado de São Paulo, o boi gordo “comum” (destinado ao mercado doméstico) está sendo negociado em R$ 235/@, a vaca gorda em R$ 215/@ e a novilha gorda em R$ 227/@ (preços brutos e a prazo).
O “boi-China” (com padrão exportação – abatido com idade até 30 meses de idade) vale R$ 240/@ (bruto, a prazo) no mercado paulista, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta segunda-feira, 23/10
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 236/@ (prazo)
vaca a R$ 222/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 227/@ (à vista)
vaca a R$ 210/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 229/@ (prazo)
vaca a R$ 217/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 202/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 202/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 197/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 212/@ (prazo)
vaca R$ 187/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 227/@ (prazo)
vaca a R$ 212/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 236/@ (à vista)
vaca a R$ 207/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 227/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 202/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 210/@ (à vista)
vaca a R$ 200/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 223/@ (à vista)
vaca a R$ 184/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 209/@ (prazo)
vaca a R$ 199/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca a R$ 209/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)
RO-Cacoal:
boi a R$ 212/@ (à vista)
vaca a R$ 197/@ (à vista)
MA-Açailândia:
boi a R$ 215/@ (à vista)
vaca a R$ 200/@ (à vista)




