Com as vendas de carne bovina demonstrando fragilidade no varejo doméstico, a pressão negativa sobre o preço do boi gordo continua pelas praças brasileiras, informam nesta terça-feira, 25 de julho, as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.
Segundo apuração da S&P Global Commodity Insights, o volume de negócios no mercado físico do boi gordo seguiu esparso nesta terça-feira.
“Embora a oferta de animais prontos para abate continue enxuta, poucas unidades frigoríficas estão ativamente nas compras”, afirma os analistas da S&P Global.
De acordo com a consultoria, muitas indústrias alegam possuir elevados estoques de carne nas câmaras frigoríficas em função da morosidade no escoamento da produção.
Desta forma, a estratégia adotada é limitar as compras de gado gordo e aguardar por repiques de negócios com a virada de mês (fim das férias escolares e período de recebimento dos salários nas contas dos trabalhadores).
No atacado, relata a S&P Global, mesmo depois das quedas nos preços dos principais cortes bovinos, o fluxo de negócios não ganhou maior tração.
“Os baixos preços das proteínas concorrentes (frango e suíno) também impactam de forma negativa a predileção do consumidor final pela relação a carne vermelha (produto tradicionalmente mais caro nas gôndolas dos supermercados/açougues)”, observa a S&P Global.
Neste ano, a produção de carne de frango, no Brasil, está em expansão, ao mesmo tempo em que os custos de produção da cadeia avícola diminuíram devido a safra recorde de grãos no País, justificam os analistas.
Estabilidade em SP – No mercado paulista, segundo dados da Scot Consultoria, os preços dos animais terminados ficaram estáveis nesta terça-feira.
“Com as escalas de abates tranquilas, a ponta compradora desacelerou”, destaca a Scot, referindo-se ao mercado de São Paulo.
Com isso, o boi gordo “comum” (destinado ao consumo interno) segue negociado em R$ 240/@, enquanto a vaca e novilhas gordas são vendidas por R$ 212/@ e R$ 230/@ (preços brutos e a prazo), informa a Scot .
A cotação do “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) vale R$ 250/@ (valor bruto e a prazo), em São Paulo, com ágio de R$ 10/@ sobre o macho “comum”.
Cotações máximas de machos e fêmeas na terça-feira, 25/7
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 212/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 236/@ (à vista)
vaca a R$ 207/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 238/@ (prazo)
vaca a R$ 209/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 212/@ (prazo)
vaca a R$ 192/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 210/@ (à vista)
vaca a R$ 185/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 207/@ (à vista)
vaca a R$ 190/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 228/@ (prazo)
vaca R$ 202/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 228/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 236/@ (à vista)
vaca a R$ 207/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 238/@ (prazo)
vaca a R$ 202/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 202/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 210/@ (à vista)
vaca a R$ 200/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 255/@ (à vista)
vaca a R$ 228/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 205/@ (prazo)
vaca a R$ 184/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 202/@ (prazo)
vaca a R$ 187/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 212/@ (prazo)
vaca a R$ 197/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 209/@ (prazo)
vaca a R$ 192/@ (prazo)
RO-Cacoal:
boi a R$ 205/@ (à vista)
vaca a R$ 180/@ (à vista)
MA-Açailândia:
boi a R$ 297/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)




