Ao longo desta semana, o preço do animal “comum” (direcionado ao mercado interno, sobretudo) recuou R$ 10/@ no mercado paulista, enquanto o “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) teve queda semanal de R$ 5/@ na mesma praça de comercialização, informa a engenheira agrônoma Jéssica Olivier, analista de mercado da Scot Consultoria.
Com isso, o ágio para o animal com padrão exportação voltou em São Paulo, retornando a diferença de R$ 5/@, relata a Jéssica.
Segundo a Scot, a cotação do boi está apregoada em R$ 250/@ em São Paulo, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 230/@ e R$ 245/@ (preços brutos e a prazo).
A cotação do “boi-China” está em R$ 255/@, no bruto, a prazo, mas com ofertas de compra abaixo dessa referência, acrescenta a Scot.
Na avaliação de Jéssica, o dólar continua trabalhando abaixo da casa dos R$ 5 e estreitando as margens das indústrias exportadoras de carne bovina.
“Logo, não devemos ter esse quadro (ágio para o boi-China) sustentado por muito tempo”, observa Jéssica, que também destaque o forte viés de baixa na arroba do animal “comum”.
“Até o final de maio/23, não devemos ver a cotação da arroba subindo; ainda há gado a ser entregue e, a cada dia que passa, a entressafra de capim bate mais à porta”, afirma a analista, que acrescenta: “Uma hora a oferta (de boiadas gordas) vai minguar e os preços (da arroba) vão reagir, mas até lá, é só ladeira abaixo”.
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Na avaliação da S&P Global Commodity Insights, a especulação baixista na arroba reflete o grande descompasso entre a procura contida de matéria-prima (boi gordo) por parte dos frigoríficos brasileiros e a elevada oferta de lotes disponível para venda.
Foi o que ocorreu nesta quinta-feira, apurou a S&P Global. Ou seja, as indústrias frigoríficas brasileiras permanecem cadenciando as suas compras de gado, apesar de programações de abate distintas, enquanto muitos pecuaristas elevaram as suas vendas de boiadas gordas, temendo o avanço do clima seco e, consequentemente, a piora da qualidade das pastagens.
Neste momento, informa a S&P Global , há registros de escalas de abate entre as indústrias brasileiras que não avançam para além de uma semana, mas há relatos de unidades com programações para a segunda quinzena de junho.
“Estas variações nas escalas refletem as estratégias de compras e as necessidades de composição de suas escalas de acordo com a dinâmica externa”, justifica a consultoria.
De toda forma, a S&P Global Commodity Insights verificou que há movimentos de escalas que adentram a segunda quinzena de junho, porém sem indicações de preços para este período.
Segundo reforça a consultoria, o panorama geral é de forte especulação baixista e fundamentos no mercado que indicam preços também pressionados ao longo de junho/23.
Por outro lado, diz a S&P Global, verificou-se recuos nos preços da carne bovina no atacado, fator que “pode trazer maior procura interna pela proteína, caso os movimentos de baixa sejam replicados ao consumidor final”.
Exportações – No acumulado das três semanas de maio/23, o Brasil exportou 8,12 mil toneladas de carne bovina in natura diariamente, volume 17,4% acima da média diária registrada em maio/22.
O preço pago por tonelada da proteína brasileira embarcada, porém, segue em queda – atualmente em US$ 5,08 mil –, apresentando retração de 21,2% em relação ao valor pago há um ano.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quinta-feira, 25/5
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 236/@ (à vista)
vaca a R$ 217/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 219/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 220/@ (à vista)
vaca a R$ 207/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 229/@ (à vista)
vaca a R$ 210/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 219/@ (prazo)
vaca R$ 192/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 219/@ (prazo)
vaca a R$ 192/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 251/@ (à vista)
vaca a R$ 227/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 222/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 202/@ (prazo)
vaca a R$ 192/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 212/@ (à vista)
vaca a R$ 202/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 255/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 209/@ (prazo)
vaca a R$ 194/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 194/@ (prazo)
vaca a R$ 184/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 231/@ (prazo)
vaca a R$ 222/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 207/@ (prazo)
vaca a R$ 187/@ (prazo)
RO-Cacoal:
boi a R$ 200/@ (à vista)
vaca a R$ 180/@ (à vista)
MA-Açailândia:
boi a R$ 202/@ (à vista)
vaca a R$ 192/@ (à vista)




