Com escalas de abate confortáveis, atendendo, em média, sete dias, as indústrias frigoríficas de São Paulo abriram o mercado desta segunda-feira (18/10) pagando R$ 2/@ a menos para todas as categorias destinadas ao abate, em relação aos preços de sexta-feira (15/10), informa a Scot Consultoria.
Desta forma, o boi, vaca e novilha gordos são negociados, respectivamente, por R$ 270/@, R$ 261/@ e R$ 280/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), aponta a Scot.
Segundo os analistas do setor pecuário, parte dos frigoríficos seguiu fora das compras de boiadas neste primeiro dia da semana, aguardando os primeiros movimentos no mercado para se posicionarem no mercado.
“A indústria busca avaliar o resultado das vendas de carne bovina no último final de semana para, assim, traçar a melhor estratégia de compra de gado para os próximos dias”, avalia a IHS Markit.
Do lado de dentro das porteiras, os pecuaristas seguem fazendo contas e aguardando ansiosos um posicionamento do governo da China, que ainda mantém o embargo à proteína brasileiro iniciado há mais de um mês (em 4 de setembro), depois do registro de dois casos atípicos de vaca louca no Brasil (em Minas Gerais e no Mato Grosso).
Na avaliação da IHS, a chegada da segunda quinzena de mês eleva ainda mais a cautela entre os compradores de gado, em função da típica redução do consumo de carne decorrente do menor poder aquisitivo da população.
Dessa maneira, as indústrias brasileiras continuam afastadas dos negócios.
“Os grandes players do setor também relatam preocupação em relação às suas margens operacionais, já que a produção que seria exportada ao mercado chinês foi fechada por valores de compra superiores aos preços pagos por animais destinados ao mercado interno”, observa a IHS.
Segundo a consultoria Agrifatto, com a China ainda fora do mercado, é possível que parte da produção que seria enviada ao país asiático antes (em torno de 100 mil toneladas) seja direcionada para o mercado interno.
“Essa possibilidade de aumento na disponibilidade de carne no mercado interno, em conjunto com os preços do boi gordo já se desvalorizando, está pressionando a carcaça casada bovina para baixo, que foi cotada a R$ 18,73/kg ao final da última semana, sendo o menor valor desde março/21”, informa a Agrifatto.
Outro ponto de preocupação entre os exportadores, relata a IHS Markit, é a atual escassez de contêineres, o que também gera impactos negativos ao processo de escoamento da produção dos frigoríficos.
Na bolsa B3, todos os vencimentos de 2021 registram significativas variações positivas na última sexta-feira, movimento natural após as fortes retrações observadas ao longo da semana passada.
Os analistas da Agrifatto acreditam que, caso a China insista em manter o bloqueio à carne brasileira, os frigoríficos continuarão pressionando para baixo os valores da arroba, tanto no mercado físico quanto na B3.
Ainda segundo a Agrifatto, a primeira semana de outubro/21 foi marcada por grande volatilidade.
Na B3, o contrato do boi gordo com vencimento em outubro/21 recuou 1,64% no comparativo semanal.
No mercado físico, diz a Agrifatto, o valor do animal terminado acumulou queda expressiva de 7,2% na última semana, em São Paulo, saindo de R$ 286,55/@ na segunda-feira e alcançando R$ 271,25/@ na sexta-feira, menor valor desde dez/2020.
Cotações máximas desta segunda-feira, 18 de outubro, segundo dados da IHS Markit:
SP-Noroeste:
boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 271/@ (à vista)
vaca a R$ 264/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 273/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 271/@ (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 253/@ (prazo)
MT-Tangará:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 253/@ (prazo)
MT-B. Garças:
boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 259/@ (à vista)
vaca a R$ 247/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 256/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca R$ 253/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 248/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 271/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 279/@ (à vista)
vaca a R$ 269/@ (à vista)
RS-Porto Alegre:
boi a R$ 288/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 288@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 268/@ (prazo)
vaca a R$ 264/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 252/@ (prazo)
TO-Gurupi:
boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 256/@ (à vista)
RO-Cacoal:
boi a R$ 259/@ (à vista)
vaca a R$ 251/@ (à vista)
RJ-Campos:
boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)
MA-Açailândia:
boi a R$ 268/@ (à vista)
vaca a R$ 249/@ (à vista)




