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Aumentando os lucros com a sustentabilidade

Ao contrário do que prega a desinformação, aumentar a sustentabilidade na pecuária não é despesa e sim investimentos certeiros em maior lucratividade
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Foto: Reprodução / YouTube

Durante uma live respondendo à pergunta “Como lucrar com responsabilidade ambiental?”, a Gestão Agropecuária (GA) e Intergado lançaram o movimento “Rebanho Verde Amarelo”, reunindo pecuaristas, técnicos e empresas de todo o Brasil com o objetivo de valorizar a pecuária sustentável e o “talento brasileiro no alcance de resultados extraordinários”, como o grande salto científico e tecnológico dado pela bovinocultura de corte do país nas últimas décadas.

A comunicadora Kelly Alves foi a mediadora do encontro realizado nessa terça-feira, 29 de novembro, trazendo Renata Branco, pesquisadora sênior do IZ, e Marcelo Ribas, vice-presidente da GA + Intergado, em substituição a André Campanini, gerente técnico da MFG Agropecuária, empresa especializada na terminação de animais em regime intensivo, que não pode comparecer.

O “Rebanho Verde Amarelo” é uma iniciativa que tem no bovino um ponto de partida para se produzir sempre mais com cada vez menos recursos, a partir de uma seleção focada e criteriosa. Diz o vídeo “Manifesto” que “é preciso conhecer os animais e valorizar todo o seu potencial. Eles não são iguais”.

Uma conjuntura exigente – Na COP27, o Brasil assumiu uma série de compromissos internacionais com a mitigação dos gases efeito estufa e combate ao aquecimento global.

Apesar do país contribuir com apenas 3% dos GEE, a pecuária nacional responde por 30% das emissões, o que a torna centro das atenções para outros países, principalmente na oferta da carne que eles precisam.

Mas essas nações não querem produtos ao custo de desmatamento e de más práticas ambientais ou do bem-estar animal. Na conquista de mercados é preciso acertar o passo com as exigências e gerir o atual cenário de custos altos de produção, principalmente no que diz respeito à nutrição animal.

Assim, uma das características mais valorizadas no evento foi o menor consumo alimentar ou seja, melhor aproveitamento da dieta fornecida para um desenvolvimento e terminação mais rápida, de modo que o capital gire mais rapidamente na atividade. “Animais que consomem menos, custam menos para produzir. Emitem menos metano e impactam menos o ambiente”.

Eles são muito mais eficientes, portanto, mais rentáveis. Na defesa dessa tese, o movimento acaba afirmando que “trocar o rebanho comum por um mais eficiente não custa nada”, em função da grande oferta de genética por parte de selecionadores, empresas de reprodução assistida e centrais de inseminação artificial. “É só escolher bem”.

Animais eficientes no âmago da resposta – “E tudo começa com a eficiência alimentar, avançando pela eficiência de toda a cadeia produtiva, afinal é o bovino que conecta toda ela”. Tudo que se estuda e realiza é para melhorar seu desempenho, inclusive a extensão rural e a consultoria técnica e, diversos segmentos da fazenda; dos genes à gestão, da porteira ao fogo do consumidor.

Para Renata Branco, o bovino é o centro das atenções. “Ele vai melhorar a sustentabilidade de uma atividade que já a tem em grande modelo. Não existe nada mais sustentável do que um boi comer capim relativamente passado e o transformar em proteína nobre de alto valor biológico. Então, melhorar a eficiências desses animais geneticamente é a resposta para o sustentável e rentável”.

Em uma visão mais empresarial, Marcelo Ribas reforça que “a pecuária só vai ser sustentável se ela, efetivamente, for rentável. Então, tudo que contribuir para incrementar sua eficiência, é bem-vindo e tornará a atividade mais perene. Todos os avanços tecnológicos dos últimos anos agiram nesse sentido”, reforça.

Ribas acrescenta ao entendimento de Branco que a magia do boi não se encerra no consumo de capim de baixa qualidade, mas também nos resíduos agrícolas.

“Com uma agricultura de escala tão astronômica, o que faríamos com os resíduos se não fossem os bovinos? E isso é sustentabilidade”.

Estima-se que a dieta, em alguns modelos de exploração, alcance 90% dos custos totais de produção. Logo, como já ocorreu na avicultura e suinocultura, “animais que comem menos para realizar o mesmo trabalho precisam ser identificados e multiplicados”, concordam os especialistas.

Para assistir a live “Como lucrar com responsabilidade ambiental?”, clique AQUI

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