Aftosa: decisão do Mapa gera polêmica e lamentação

Confira a coluna do médico veterinário e professor Enrico Ortolani, que trata das rotinas no manejo dos rebanhos de corte

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Por Enrico Ortolani – Professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP (ortolani@usp.br)

Essa coluna consta de duas partes: A) Manejo Sanitário para o mês; B) Registro recente de doenças transmissíveis ou não, sugerindo medidas para suas prevenções. Tais registros são obtidos com o apoio das Agências Estaduais de Defesa Sanitária Animal, do MAPA, e da rede de contato de veterinários de campo, assim como minhas observações.


MANEJO SANITÁRIO

VACINAÇÃO CONTRA BRUCELOSE E FEBRE AFTOSA

Como era e é feita tradicionalmente em muitos estados brasileiros o mês de maio é destinado à vacinação contra brucelose e febre aftosa.  Para a brucelose a VACINAÇÃO É OBRIGATÓRIA EM TODOS OS ESTADOS, em bezerras de três a oito meses de idade. A única exceção é o estado de Santa Catarina, que por ter baixíssima frequência de casos decidiu abolir a vacinação.

Por outro lado, a vacina contra febre aftosa foi realizada pela última vez nos seguintes estados, ou regiões: Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe e parte do estado de Amazonas.   Todos eles cumpriram a longa lista de exigências sanitárias e de controle contra a doença requeridas pelo MAPA para deixarem de vacinar. Porém, de maneira surpreendente e que gerou polêmica (vide nota a seguir), o MAPA baixou uma portaria anunciando a última vacinação obrigatória, até o findo mês de abril, em outros cinco estados nordestinos: Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

DECISÃO DO MAPA GERA POLÊMICA E LAMENTAÇÃO!

Como afirmado no último parágrafo acima, o MAPA tomou a polêmica decisão de decretar a próxima e derradeira vacinação contra Febre Aftosa em cinco estados nordestinos: Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Essa decisão polêmica coincidiu com a troca de comando do diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do MAPA, com a indicação política, pelo Ministro Carlos Fávaro, do médico veterinário Marcelo Mota, o qual substituiu Eduardo de Azevedo Pedroso Cunha. A título de informação Dr. Marcelo Mota se formou na Faculdade Estadual do Ceará, obteve seu doutorado na área de vigilância de doença viral em aves, atuou com auditor fiscal no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) e recentemente foi Adido Agrícola do Brasil no Japão.

A polêmica reside na falta de critérios do MAPA, que credenciou estados que não cumpriram as obrigações vigentes para o controle estratégico de combate à febre aftosa (georreferenciamento das propriedades para atuar num caso de foco da doença, dinheiro em caixa para indenização de criadores em caso de um surto etc.) e preparação da equipe de Defesa Estadual, para um eventual surto de Febre Aftosa no Estado, entre outras medidas.

Segundo apurou o repórter Renato Vilella, do Portal DBO, estados como o Ceará e Rio Grande do Norte fizeram apenas 0,41% e 26,5% de georreferenciamento das propriedades, quando o MAPA requer no mínimo 70%. Chama atenção que recentemente o próprio MAPA reprovou os relatórios das medidas de controle dessa doença de todos esses cinco estados.

Conversei com alguns técnicos da Defesa Estadual de várias regiões brasileiras. A indignação era unânime. Um deles me afirmou: “trabalhamos duro para cumprir todas as exigências do MAPA e num piscar d’olhos o mesmo Órgão aprovou quem não fez a lição de casa. Um contrassenso!”. Outro me ressaltou que a medida foi puramente política, deixando de lado os critérios técnicos.

Também ouvi a opinião de um técnico ligado ao DSA do MAPA, que veladamente reclamou muito da atitude e falta de critério do novo Diretor desta importante área. Também me disse: “por enquanto a medida não teve repercussão internacional, mas não descartaria a possibilidade que ter retaliações por parte da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), podendo até interferir na exportação de nossa carne bovina”.

Ouvi também a opinião de várias das minhas fontes veterinárias pelo Brasil afora, importantes colaboradores do RADAR SANITÁRIO. Todos eles mostraram preocupação com a medida polêmica tomada pelo MAPA, e um deles disse que pode colocar em xeque nossa credibilidade técnica junto aos Órgãos Internacionais, nem sempre tão alta!

Cedo espaço aqui, nesta coluna democrática, para o novo Diretor do MAPA expor suas opiniões e embasamentos técnicos que culmiram com essa decisão, no mínimo polêmica.

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NÃO VACINE BEZERRAS AO MESMO TEMPO CONTRA BRUCELOSE E CLOSTRIDIOSES

Pesquisa, feita na UFMG, identificou que a vacinação em bezerras (3 a 8 meses de idade) no mesmo dia contra brucelose e clostridioses, diminuiu a produção de anticorpos contra as clostridioses, em especial contra o botulismo e a enterotoxemia. Isso ocorre, pois exige-se dos bovinos duplamente vacinados a produção de anticorpos contra múltiplos agentes das clostridioses, que serão de alguma forma menos formados pela interferência momentânea da vacina de brucelose. Assim, recomenda-se que a vacinação contra clostridioses seja feita um mês após a de brucelose.

VERMIFUGAÇÃO ESTRATÉGICA NO BRASIL CENTRAL

Estudos bem conduzidos pela EMBRAPA e a UFMS, indicaram que os estados do Brasil Central (regiões sudeste e centro-oeste, Paraná, norte de Santa Catarina, Tocantins, Rondônia, Acre, sul do Amazonas e do Pará, oeste e sul da Bahia) devem vermifugar estrategicamente bovinos da desmama até dois anos de idade nos meses de Maio (5), Agosto (8) e Novembro (11), no famoso esquema 5-8-11. Bovinos dessa idade são os que mais têm verminose e que contaminam as pastagens. Esse esquema além de combater os parasitas, ajuda a descontaminar as pastagens. Fiz minhas próprias pesquisas e para o mês de Maio (5) recomendo a vermifugação com dois princípios ativos: o albendazole (na sua forma pura ou na de sulfóxido) ou o fembendazole, sendo o primeiro injetável e o segundo via oral.

CONFINAMENTO DE “SECA” ESTÁ COMEÇANDO: ALGUNS CUIDADOS

A principal doença dos bovinos confinados é a pneumonia, que em média é responsável por um pouco mais de 50 % dos casos de doença. Acompanhamos a frequência de pneumonia nos ciclos de confinamento nas chuvas e nas secas, sendo 70 % maior neste último período do ano. No período seco os quadros respiratórios triplicaram em ambientes que têm poeira. O combate à poeira se faz necessário, em especial na região sudeste e estado de Goiás, que parece ter partículas de pó mais penetrantes e agressivas aos pulmões que as existentes nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

VACINAÇÃO OBRIGATÓRIA CONTRA RAIVA EM GO E NO PA

Em Goiás e no Pará são obrigatórias as vacinações contra raiva bovina em todos os animais dos rebanhos de 121 e 50 municípios, respectivamente. Consulte as listas dos municípios nos seguintes sites: Goiás www.agrodefesa.go.gov.br e clicar no link do Sidago,  e no Pará http://adepara.pa.gov.br//programa-de-controle-da-raiva-dos-herbivoros-e-outras-encefalopatias-transmissiveis).

Recomendo uma única vacinação anual em todos os bovinos brasileiros, com mais de três meses de idade.

ANTIBIÓTICOS, MAIS DIFICULDADES PELA FRENTE!

De 15 a 19 de abril ocorreu em Santiago, no Chile, uma reunião promovida pela área técnica do Mercado Comum Europeu (MCE) com os países da América do Sul (com exceção da Bolívia e Venezuela) e México, visando apresentar e discutir as novas regras aprovadas pelo MCE para exportação de alimentos de origem animal, com destaque às boas-práticas no uso de antibióticos na pecuária.

Nela estiveram representantes congêneres latino-americanos ao nosso MAPA. Tal regulamentação entrará em vigor até o final deste ano e banirá a exportação de carne proveniente de animais que foram submetidos aos tratamentos metafiláticos (uso de antibióticos antes da doença ocorrer. Exemplos mais comuns: pneumonia em confinamentos, “cura” de umbigo com antibiótico, tratamento de vacas secas contra futuras mastites etc.).

Além disso, reza a futura regra que os antibióticos utilizados nos animais devam ser prescritos por médicos veterinários, diferente do que acontece hoje. Não ficou claro se no caso dos confinamentos a medida será especificada só para os animais aí presentes ou se a mesma se estende para os fornecedores de bois magros. Cobrarão também dos “MAPAs” latino-americanos que medidas estão sendo tomadas para diminuir ao máximo o uso de antibióticos na pecuária.

Embora nossa exportação de carne bovina para o MCE seja considerada baixa (em 2023: 2,9 % do volume e 9% do faturamento; e em 2024: 2,2% do volume e 3,6% do faturamento; Fonte SCOT CONSULTORIA/ABIEC) existe potencial para exportarmos mais para este bloco econômico, visto que o custo da pecuária por aquelas bandas se torna ano-a-ano mais caro, e mais cedo ou mais tarde terão que facilitar a importação de carne de grandes centros produtores mais viáveis, como o Brasil! Vamos ficar com o radar ligado!

SURTOS E FOCOS DE DOENÇAS NO BRASIL

“MANQUEIRA” AINDA MATA NO ACRE

Destacado veterinário de campo no Acre, acompanhou nos últimos 40 dias pelo menos 22 mortes de bovinos, em cinco propriedades em torno de Rio Branco por “manqueira”, chamada tecnicamente de carbúnculo sintomático, causado pela bactéria Clostridium chauvoei. Morreram tanto machos como fêmeas com idades variando de seis a 30 meses de idade, todos com os estados corporais muito bom. A morte foi súbita e segundo o relato de colaboradores “os urubus nem chegaram perto dos cadáveres” (FOTO).

Manqueira: note os inchaços musculares e o não ataque de urubus.

Segundo o veterinário três das cinco propriedades, com não mais de 120 cabeças, nunca tinham vacinado os animais, com a morte de seis a oito desmamados em cada uma delas. Em outras duas fazendas as vacinações contra clostridioses aconteceram, sendo que numa a imunização foi realizada uma única vez e noutra duas vezes, com intervalo de 45 dias entre elas.

Na fazenda que vacinou apenas uma vez, um animal apresentou sintomas sugestivos, como dificuldade para se locomover, pequeno inchaço na região da paleta etc., mas após um tratamento sintomático, o garrote consegui se safar, mas outros três morreram. Na outra fazenda, com mais de 1000 cabeças, sucumbiram dois desmamados, dias após o manejo no curral, com os sintomas clássicos.

Os casos nessas duas últimas fazendas merecem destaque, para alertar a todos para a necessidade de se empregar duas doses da vacina, pois a primeira expõe, pela primeira vez, o estimulante (antígeno) a produção de anticorpos ao organismo e a segunda dose alavanca para valer a produção dos protetores anticorpos. Na segunda propriedade, mostra um certo descuido no manejo da vacinação, ou pela não imunização de um ou outro bezerro, ou pela inoculação de quantidade pequena de vacina, deixando de fazer o efeito esperado. Já atendi casos muito semelhante em propriedades que cometeram os mesmos erros de manejo.

Esses importantes relatos chamam a atenção e são um alerta como muitos pecuaristas brasileiros estão desinformados quanto a essa doença, que chamaria de trivial, e que ainda acontece do norte ao sul do país. Não seria hora de mais informação técnica sobre esta doença aos pecuaristas, por parte do MAPA, Órgãos Estudais de Defesa Animal, Sindicatos Rurais e outras importantes empresas de fomento pecuário?

CONTROLE TEMPORÁRIO DE MOSCAS-DOS-CHIFRES NO MA E TO, MAS PODE VIR ATAQUE MASSIVO PELA FRENTE

Segundo o parasitologista Lívio Martins C. Júnior da Univ. Fed. do Maranhão, ocorreu uma queda significativa na infestação de moscas-do-chifres na região amazônica do Maranhão e do norte do Tocantins, devido às fortes chuvas (acima de 220 mm/mês) em março e abril.

Chuvas excessivas provocam a destruição das placas de fezes, onde essas moscas colocam seus ovos, para continuarem seu ciclo biológico, expondo as larvas ao sol e suas mortes por dessecamento. Porém, segundo o parasitologista com o fim das chuvas pesadas (mês de maio previsão de 50 a 75 mm) deverão ocorrer massivas multiplicações e ataques das moscas, atingindo seu ápice em junho e julho. Se prepare!

SURTO DE TRISTEZA PARASITÁRIA NO NOROESTE DO PARÁ

Veterinário de campo me relatou um surto de anaplasmose na região de Castanhal / PA, em 35 bovinos da raça Nelore, a maioria jovens, provenientes de um lote de 135 cabeças, felizmente não ocorrendo nenhuma morte, devido a tratamento imediato contra a doença. Porém, a enfermidade provocou grande perda de peso, acompanhada de severa anemia, sendo que aos poucos se recuperam. Segundo o relato, os animais vieram de uma fazenda no centro da Ilha do Marajó onde os carrapatos não vingam, sendo deslocados para área continental, cuja infestação é bastante alta.

Os casos clínicos iniciaram cerca de 15 dias após o primeiro contato com os carrapatos, mesmo após o uso massivo do antibiótico enrofloxacino, emepregado como profilático contra o Anaplasma marginale. Caso não sejam parasitados por carrapatos, os animais não produzem anticorpos contra o Anaplasma, se tornando presa fácil da doença. Nem todos contraíram anaplasmose, em especial os mais velhos, devido a possível contato anterior com carrapatos, mesmo que com baixa intensidade, associado ao uso preventivo do enrofloxacino.

Bovino com anaplasmose

ALTA INFESTAÇÃO DE CARRAPATOS EM GADO PLANALTINO (SC)

Se no final ano passado a infestação de carrapatos foi bem abaixo da média no gado do planalto catarinense, devido a contínuas chuvas pesadas na região, que levaram a grandes áreas de inundação, impróprias para o desenvolvimento das larvas de carrapatos, a situação começou a se inverter a partir de janeiro, quando a infestação de carrapatos aumentou progressivamente até o momento, em especial em bovinos cruzados ou taurinos.

Na região sul ocorrem três gerações de carrapatos por ano, a primeira com pequena população em outubro, outra maior em janeiro/fevereiro, culminando com a mais preocupante entre maio e junho. Acredita-se que como a geração de janeiro foi pequena ou inexistente, e provavelmente se atrasou, se emendaram as duas gerações de carrapatos com altas infestações no momento. Certamente a frequência dos casos de tristeza parasitária acompanharam este ciclo dos carrapatos.

Alta infestação de carrapatos em vaca cruzada.

SURGE RESISTÊNCIA DO Anaplasma marginale AO ENROFLOXACINO

Expressivo veterinário catarinense detectou recentemente menor ou falta de ação do antibiótico enrofloxacino no tratamento contra o Anaplasma marginale, um dos principais causadores de tristeza parasitária, transmitido pelo carrapato do boi (Rhipicephalus microplus). Isso ocorreu após o colega veterinário tratar um surto dessa doença em mais de 40 bovinos e perceber que em cerca de 10 % deles os sintomas não regrediram, sendo encontrado ainda o parasita em esfregaço sanguíneo após o tratamento. Frente a essa situação o técnico optou por uso de outro antibiótico, tradicionalmente empregado, obtendo aí sim êxito na terapia.

A descoberta da ação do enrofloxacino nesse tratamento foi descrita primordialmente por um professor brasileiro de clínica de ruminantes da UFMG, em 2012, e desde então têm sido frequentemente empregado, não apenas no tratamento como na profilaxia de bovinos que apresentam risco de ter a doença (vide notícia acima).

O uso prolongado e intensivo de antibióticos pode levar ao surgimento de resistência por parte de bactérias, demorando-se em muitos casos décadas para que isso ocorra. Segundo o veterinário informante, o enrofloxacino tem sido empregado constantemente por veterinários e até por pecuaristas, mesmo em situações em que não existe indicação de tratamento, o que pode ter acelerado o processo de resistência. Maiores estudos científicos devem ser realizados para entender melhor o grau e a abrangência dessa resistência.

Fórmula química do enrofloxacino.

SURTO DE CISTICERCOSE NO MS

Foram detectados, em um frigorífico inspecionado pelo Serviço de Inspecção Federal, cistos de cisticercose em 60 bovinos confinados no Mato Grosso do Sul. Destes a maioria, até oito cisto calcificados ou não) foi submetido a tratamento térmico, sendo que alguns deles foram condenados para a graxaria por ter mais de oito cisticercos.

Essas condições representam enorme prejuízo econômico, pois em média, o pecuarista só recebe cerca de 50% do preço da arroba para submeter as carcaças ao tratamento térmico, deixando de receber quando o animal vai a graxaria. Até o momento do fechamento dessa edição não foi constatada a origem da infecção nos bovinos nesse confinamento.

Os bovinos se contaminam ingerindo ovos de Taenia saginata eliminadas pelas fezes humanas, de pessoas que pegaram a doença comendo carne bovina crua ou mal passada, com cisticercos vivos.  No caso de confinamento, ou os animais se contaminaram com esses ovos antes da entrada no confinamento, ou já dentro deste oriundo da presença de ovos  na água oferecida, silagem e até de outros alimentos volumosos ou concentrados.

Cisticerco em musculatura.

SÃO PAULO FAZ FORÇA-TAREFA PARA CONTROLAR RAIVA NA REGIÃO DE IBIÚNA

Foi noticiado no RADAR SANITÁRIO passado, caso em um ser humano, mordido por um cão raivoso, que contraiu a raiva de morcegos, no município de Ibiúna, 70 km da cidade de São Paulo, além de alguns casos em bovinos e equinos.

Segundo o coordenador do programa de controle de raiva Dr. Paulo Fadil, foi feita neste último mês uma força-tarefa para vacinar os cães de Ibiúna e do município limítrofe Juquitiba, captura de morcegos hematófagos em Ibiúna e vacinação de todos os rebanhos bovinos de Ibiúna, Juquitiba e Miracatu, além de contínuo monitoramento em toda a Região de Sorocaba e de Registro. Felizmente, até agora nenhum outro caso de raiva animal e humana foi constatado.

Caso de raiva paralítica em uma vaca.

RAIVA BOVINA PELO BRASIL AFORA

Abaixo estão os citados os focos ou surtos de raiva bovina em municípios de vários estados brasileiros, recomendando-se a vacinação perifocal em todos os bovinos do rebanho (acima de 17 dias de idade) do município, ou em muitos casos de municípios vizinhos.  Informo a todos que alguns estados não disponibilizam os dados de raiva bovina ou de morcegos ao RADAR SANITÁRIO.

RS : Alegrete; Bom Retiro do Sul; Braga; Cacegui; Campo Novo; Dom Feliciano; General Camará; Gravataí; Lavras do Sul; São Francisco de Assis; São Miguel das Missões; São Vicente do Sul; Uruguaiana e Vista Alegre do Prata; em Pelotas foi isolado vírus rábico em dois morcegos(Fonte SEAPI).

SC: Chapeco; Treze de Maio; Videira e Mafra (Fonte UDESC)

PR: Cascavel; Catanduvas; Lindo Oeste; Paranacity; Prudentópolis, Rio Bonito do Iguaçu; São João do Triunfo; Sapopema; Tibagi (fonte ADEPAR)

SP: Apiaí; Bom Sucesso de Itararé e Peruíbe (Fonte DEFESA AGROPECUÁRIA; SASP);

MG: Aracitaba; Cambuquira; São Pedro dos Ferros; Guiricema; Estiva; Marmelópolis; Alterosa; Abaeté; Carmo de Minas; Santana da Vargem; Lavras; Santa Rita do Ibitipoca; Quartel geral e Esmeraldas (fonte IMA)

MT: Guarantã do Norte; Barra do Garças; Novo Mundo; Chapada do Guimarães; Juscimeira e União do Sul (Fonte INDEA)

RO: Colorado do Oeste  (fonte IDARON)

PA: São Miguel do Guamar (Fonte ADEPARÁ)

Mande sua notícia da presença de focos ou surtos recentes dos mais variados tipos de doenças em gado de corte para o seguinte email: ortolani@usp.br

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