A Frigol espera aumentar sua produção em 60% em 2026 por meio de acordos com dois frigoríficos em Rondônia, o que também ampliará seu acesso à China e aos Estados Unidos, disse à Reuters o CEO da processadora de carne bovina, Luciano Pascon.
Segundo a reportagem, os acordos com a DistriBoi e a RioBeef, que juntos abrangem três unidades em Rondônia, devem aumentar o abate anual da Frigol de cerca de 650.000 cabeças em 2025 para mais de 1 milhão em 2026, disse Pascon antes da publicação dos resultados nesta terça-feira (10/3).
A Frigol ficará responsável pela aquisição do gado e pela venda dos produtos, enquanto a DistriBoi e a RioBeef realizarão o abate e o processamento em suas instalações, detalhou a Reuters.
Pascon afirmou na entrevista que os acordos foram concebidos em parte para preservar o crescimento das exportações para a China, o principal cliente da carne bovina brasileira, apesar das cotas restritivas (medidas de salvaguardas) imposta por Pequim desde o início deste ano.
A China responde por quase metade das exportações brasileiras de carne bovina e aplicou uma tarifa adicional de 55% sobre os embarques que excedam uma cota de pouco mais de 1 milhão de toneladas para os frigoríficos brasileiros.
“Com a aprovação dessas duas fábricas na China, a Frigol se torna a quarta maior exportadora para o mercado chinês”, disse Pascon, à Reuters.
O executivo afirmou que o acordo com a DistriBoi também permitiria à Frigol exportar para os EUA, outro mercado importante para a carne bovina brasileira.
A empresa prevê que a receita se aproxime de 7 bilhões de reais em 2026, ante 4,3 bilhões de reais em 2025, segundo informa a Reuters.
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