Um fator significativo para a evolução do setor de exportações de bovinos vivos tem sido o nível de investimento em embarcações por parte de seus proprietários – exportadores, importadores e operadores que fornecem contratos de afretamento, conta reportagem especial divulgada pelo portal australiano Beef Central (www.beefcentral.com).
Com o crescimento dos mercados e o aumento das exportações de “animais em pé”, a inovação, a eficiência e as economias de escala impulsionaram o tamanho das embarcações envolvidas nesse comércio, acrescenta o portal.
“Durante as décadas de 1970 e 80, era comum o uso de navios cargueiros de pequena capacidade, convertidos para transportar gado abaixo do convés”, conta a reportagem, completando: “O tamanho desses navios era frequentemente determinado pelas dimensões do cais e pelo calado nos portos de descarga”.
Foi somente no início da década de 1990 que as exportações de gado aumentaram acentuadamente e, mais tarde nessa década, surgiram os primeiros navios de grande capacidade construídos especificamente para o transporte de gado..
Segundo ressalta a reportagem, à medida que as exportações começaram a crescer, houve uma rápida transição dos pequenos navios de carga de uso geral, que deram início à indústria, para os super-navios petroleiros, adaptados com uma superestrutura composta por currais de dois níveis em seus conveses, com forragem e água transportadas em seus tanques.
“Com essas embarcações, vieram melhorias no projeto, no armazenamento de ração e nos sistemas de distribuição de água a bordo”, destaca a reportagem.
No início dos anos 2000, continua a Beef Central, surgiu a próxima geração de navios de transporte, alguns convertidos, outros construídos sob medida desde a quilha, exclusivamente para o transporte de ovelhas ou gado, todos com convés único de altura total.
“Esse modelo prenunciava o que o comércio viria a ser: embarcações multiespécies capazes de transportar ovelhas ou gado e comercializar com países vizinhos ou através de vastos oceanos”.
Melhorias significativas na ventilação e na renovação do ar foram desenvolvidas para essas embarcações, assim como uma enorme capacidade de produção de água a bordo por meio de sistemas de osmose reversa, relata o texto.
Caminhos para os recordes atuais
A evolução do projeto e da construção de embarcações para transporte de animais vivos testemunhou melhorias contínuas nos resultados de bem-estar e nas taxas de sucesso das viagens, chegando aos níveis recordes alcançados constantemente nos dias de hoje.”
“Hoje vemos viagens de gado de curta e longa distância entregando animais com maior peso vivo e mortalidade mínima aos mercados de todo o mundo”, destaca a reportagem.




