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Em 2025, Uruguai fortalece mercado exportador de gado vivo com avanço de 11,4% sobre 2024

No acumulado de janeiro a outubro deste ano, país embarcou 315.640 cabeças, com Turquia recebendo 75,37% do total comercializado
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No acumulado de janeiro a outubro de 2025, o Uruguai exportou 315.640 cabeças de animais vivos, um aumento de 11,4% sobre o resultado obtido em igual período de 2024, informou o portal El Observador, com base em dados realizada pelo Instituto Nacional da Carne (INAC).

Em todo o ano de 2024, foram exportados 346.940 bovinos vivos, um recorde para o setor e o que representou um crescimento de 16,2% em relação ao volume embarcado durante 2023 (298.510 cabeças).

Segundo relata o El Observador, o segmento de gado vivo tem sido “consistentemente identificado como altamente relevante pelos pecuaristas uruguaios, devido ao fato de ser uma ferramenta fundamental quando os valores do mercado interno (pagos pela indústria de processamento de carne) não os satisfazem”.

A avaliação estatística do INAC mostra, ainda, que de janeiro a outubro deste ano, 95% dos animais que partiram do Uruguai são do segmento pecuária de corte e 5% do setor de leite; em 2024, 97,5% foi gado de corte.

Nos 10 meses iniciais do ano corrente, os destinos dos bovinos enviados vivos foram Turquia (237.900 ou 75,37% do total), Marrocos (42.122 ou 13,34%) e Israel (34.718 ou 11%)

Considerando a idade, neste ano liderou a categoria de “menores de um ano”, com 58,5%, seguida por “um a dois anos”, com 23,8%, e por “dois a três anos” com 14,5%, citando as três faixas mais relevantes; em 2024, a ordem foi igual, com 61%, 27,6% e 9,6%, respectivamente.

Sexo/raça e objetivos dos importadores

Neste ano, do total exportado pelo Uruguai, 77,8% foram animais machos e o restante fêmeas; em 2024, a participação majoritária de machos alcançou 94,1%.

Quanto ao objetivo final dos importadores, 62,1% do volume embarcado entre janeiro e outubro deste ano, foi para engorda, 30,7% para reprodução e 7,2% para abate; em 2024, liderou a engorda com 81,1%, seguida pelo abate com 13,4% e reprodução com 5,5%.

Ondas fortes

Segundo a reportagem do El Observador, este ano, o setor de exportação de gado vivo do Uruguai registrou dois momentos de tensão, um já ocorrido e outro em meio ao evento.

O primeiro, relata o portal, ocorreu quando o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) anunciou, no outono de 2025, sua decisão de suspender momentaneamente a exportação exclusivamente de animais vivos destinados ao abate imediato.

O outro, ainda em pleno andamento, é a polêmica gerada pelos 2.901 bovinos transportados no navio Spiridon II do porto de Montevidéu ao de Bandirma, onde, com base em irregularidades, o governo turco não permitiu que fossem descarregados.

“Por isso, o barco atracou na Líbia com dezenas de animais já mortos e versões conflitantes sobre as responsabilidades”, conta a reportagem.

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