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Carne moída escura na gôndola não é sinal de produto estragado, diz pesquisa norte-americana

“Parece, mas não é”: mudança de cor não é um indicador verdadeiro de que o produto está impróprio para o consumo, aponta estudo
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Um novo estudo da Universidade Estadual do Kansas (K-State), nos EUA, concluiu que a “cor da carne moída nem sempre é um indicativo de que o produto está estragado ou não”, informa reportagem publicada no site da Beef Magazine.

“A equipe de cientistas do pesquisador Travis O’Quinn, da K-State, descobriu resultados surpreendentes que desafiam as crenças de longa data dos consumidores sobre o que se qualifica como carne moída ‘estragada’”, relata o texto

Em seu estudo, embalagens de carne moída vendidas no varejo foram armazenadas em uma vitrine por 14 dias.

Durante o período de exposição, os pesquisadores perguntaram a um grupo de consumidores se eles consideravam o produto “estragado ou não”.

Embora visualmente a carne moída tenha seguido o padrão de deterioração que os pesquisadores esperavam — ou seja, ficou marrom após 4 a 6 dias —, outras características (relacionadas à deterioração) contaram uma história diferente sobre o tema, apontou o estudo.

“Você poderia imaginar que a carne começaria a cheirar mal ou a ter gosto ruim, mas, no final do teste, tivemos uma baixa porcentagem de nossas amostras com gosto ruim para os consumidores”, revela O’Quinn.

Ele reforça: A carne pode parecer estragada, mas a mudança de cor não é um indicador verdadeiro de que o produto está impróprio para o consumo.

Lembrando o antigo bordão do comercial do shampoo Denorex, “parece, mas não é”, o estudo norte-americano concluiu: “O crescimento de microrganismos ou bactérias na carne moída exporta nas gôndolas por 4-6 dias não é um indicativo de deterioração do produto”.

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