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Mercado brasileiro do boi gordo segue firme, apontam consultorias

Semana abre com a calmaria típica de segunda-feira: poucos negócios efetivados nas regiões pecuárias, com pecuaristas e indústrias ainda “estudando” o mercado
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As exportações brasileiras de carne bovina in natura em ritmo forte, somadas ao desempenho mais firme do mercado interno até a semana passada e às escalas de abate reduzidas — com média nacional de apenas 7 dias—, têm levado os pecuaristas a limitar a oferta e conquistar reajustes graduais e consistentes no valor da arroba do boi gordo, informa a Agrifatto, que acompanha diariamente os negócios em 17 praças brasileiras.

Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 16/6 pela Agrifatto; clique AQUI.

Como reflexo disso, na última sexta-feira (13/6), 8 das 17 regiões monitoradas pela consultoria registraram alta nas cotações (SP, ES, GO, MA, MG, MS, PR e RJ); nas demais (AC, AL, BA, MT, PA, RO, RS, SC e TO), os preços ficaram estáveis.

Nesta segunda-feira (16/6), diz a Agrifatto, o mercado registrou a habitual lentidão nas negociações — comportamento típico do início da semana —, o que contribuiu para a estabilidade nos preços da arroba nas principais praças pecuárias.

Pelos dados da Agrifatto, nas praças paulistas, o “boi comum” vale R$ 315/@, enquanto o “boi-China” está cotado em R$ 320/@.

Segundo os números da Scot Consultoria, com grande parte das indústrias fora das compras, a cotação ficou estável em relação à sexta-feira para todas as categorias terminadas e abatidas em São Paulo.

Com isso, o boi gordo “comum” é negociado a R$ 315/@, a vaca a R$ 287/@, a novilha a R$ 300/@ e o “boi-China” a R$ 320,00/@ (preços são brutos e no prazo).

Análise semanal/Agrifatto

O indicador CEPEA (praça paulista) registrou valor médio de R$ 313,67/@ na última semana, com elevação de 1,45% sobre a cotação média da semana anterior.

Na mesma base de comparação, o indicador Agrifatto apresentou uma média semanal de R$ 314,37/@, com aumento de 1,50%, enquanto o Datagro (praça SP) fechou com uma média de R$ 313,32/@, acumulando valorização de 1,84%.

Na última semana, por sua vez, o bezerro (indicador Cepea, praça MS) obteve valorização de 1,43%, ficando cotado em R$ 2.939,30/cabeça, em média.

O milho (praça Campinas-SP) apresentou média semanal de R$ 67,91/saca, com desvalorização semanal de 1,66%, e o farelo de soja (SP) sofreu queda semanal de 1,28%, ficando cotado a R$ 1.735,50/tonelada.

Mercado futuro

O contrato do boi gordo de curtíssimo prazo (junho/25) encerrou a sexta-feira (13/6) em R$ 318,80/@, com alta de 0,93% sobre a sexta-feira anterior (6/6). O vencimento de julho/25 fechou cotado a R$ 327/@, com valorização semanal de 0,62%.

O papel com entrega em agosto/25 teve alta semanal de 0,44%, encerrando a R$ 329,25/@, e o contrato de setembro subiu 0,51%, para R$ 332,20/@.

Preços físicos versus cotações futuras

Os contratos com vencimentos para junho/25 e julho/25 registraram ágios de R$ 4,07/@ e R$ 12,27/@, respectivamente, na última sexta-feira (13/6), em relação aos preços computados no mercado físico no mesmo dia.

Por sua vez, os vencimentos de agosto/25 e setembro/25 apresentam ágios de R$ 14,52/@ e R$ 17,47/@ respectivamente.

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