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Boi gordo: mercado segue em banho-maria e com preços estáveis na maioria das praças brasileiras

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O mercado físico do boi gordo segue em banho-maria, refletindo sobretudo a desaceleração nas entregas de fêmeas gordas aos frigoríficos. “Embora ainda acima da média histórica, a oferta de fêmeas recuou de forma expressiva nos últimos dias”, ressalta a Agrifatto.

Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 18/3 pela Agrifatto: clique AQUI.

Diante da dificuldade em compor as escalas com vacas, os frigoríficos concentram suas compras em machos terminados e novilhas, informa a consultoria.

Os pecuaristas, por sua vez, resistem à pressão sobre os valores de balcão, buscando preços mais elevados pela arroba.

Segundo a Agrifatto, a queda de braços entre produtores e indústrias resultou em encurtamento das escalas de abate dos frigoríficos brasileiros, que agora atendem a uma média nacional de sete dias úteis.

Pelos dados apurados pela Agrifatto, nesta terça-feira (18/3), o boi gordo “comum” seguiu valendo R$ 300/@ no Estado de São Paulo, enquanto o boi-China é negociado por R$ 310/@.

Porém, a consultoria apurou valorização na arroba em 9 das 17 praças acompanhadas – em GO, MG, MS, MT, PA, PR, RO e TO. As demais mantiveram os preços estáveis – AC, AL, BA, ES, MA, RJ, RS, SC e SP.

Pelos dados levantados pela Scot Consultoria, o boi gordo “comum” de São Paulo está cotado em R$ 310/@, a vaca gorda em R$ 280/@, a novilha gorda em R$ 295/@ e o “boi-China” em R$ 313/@ (todos os preços são brutos e com prazo).

No mercado futuro, a segunda-feira (17/3) foi marcada por um desempenho positivo na maioria dos contratos do boi gordo listados na B3, informa a Agrifatto. O destaque ficou para o vencimento de junho/25, que encerrou o pregão cotado a R$ 314,35/@, um avanço de 1,14% em relação ao dia anterior.

Varejo/atacado: lentidão

Com o avanço da segunda quinzena do mês e o orçamento dos consumidores mais restrito, o mercado da carne bovina vem registrando um escoamento bastante lento, mostrando cada vez mais sinais de enfraquecimento.

Na capital paulista, informa a Agrifatto, as vendas no varejo e as distribuições no atacado perderam ainda mais ritmo neste início de semana.

“Esse cenário se reflete na baixa demanda por reposição de estoque no varejo”, dizem os analistas da Agrifatto.

Para liberar espaço nas câmaras frias, relata a consultoria, diversos frigoríficos estão realizando embarques sem que haja um destino ou uma venda garantida, oferecendo estas mercadorias para entrega ainda nesta semana.

Porém, reforça a Agrifatto, com o mercado estagnado e os distribuidores já abastecidos até sexta-feira (21/3), a demanda pela carne bovina permanece praticamente inexistente. “O único item que ainda apresenta alguma procura é o dianteiro”, diz a consultoria.

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