Bastante pressionado nas últimas semanas, o mercado brasileiro do boi gordo recebeu outra importante notícia que compromete ainda mais a sustentação da arroba, reforçando o viés de baixa nas principais praças brasileiras. Trata-se da decisão da China em bloquear, temporariamente, os embarques de carne bovina de três plantas brasileiras.
Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 6/3 pela Agrifatto: clique AQUI.
Nesta quinta-feira (6/3) de ressaca de Carnaval, os preços do boi gordo recuaram em importantes regiões do País, a começar pelas praças de São Paulo, uma das principais referências de preços para a pecuária de corte brasileiras.
Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, todas as categorias de abate registraram baixa diária de R$ 2/@ nesta quinta-feira, fechando o dia valendo R$ 310/@ (boi sem padrão-exportação), R$ 280/@ (vaca gorda), R$ 298/@ (novilha gorda) e R$ 313/@ (boi-China) – preços brutos, no prazo.
Em São Paulo, as escalas de abate estão atendendo, em média, sete dias, informa a Scot.
A Agrifatto, que também acompanha de perto o mercado pecuário, diz que um conjunto de fatores contribui para o movimento de queda nas cotações de boiadas gordas.
“Fatores como a diminuição de chuvas, o sol escaldante em grande parte do território brasileiro, somados à redução da atividade comercial durante o Carnaval e à suspensão temporária de três unidades frigoríficas exportadoras pela China, exerceram uma pressão considerável sobre os preços da arroba do boi na quarta-feira de Cinzas (e também nesta quinta-feira)”, relata a Agrifatto.
Na quarta, continua a consultoria, houve desvalorização em 7 das 17 regiões produtoras monitoradas: BA, ES, MT, PA, RJ, SC e TO. As outras 10 mantiveram suas cotações estáveis: SP, AC, AL, GO, MA, MG, MS, PR, RO e RS.
Nesta quinta-feira, informa a Agrifatto, o boi paulista “comum” recuou para R$ 305/@, e nas demais 16 regiões a média caiu para R$ 288,45/@. “Entre as 17 praças, 6 apresentaram desvalorização: SP, AC, GO, MG, RO e SC. As 11 demais mantiveram suas cotações inalteradas”, ressalta.




