Os frigoríficos seguem manifestando certa frustração com relação ao comportamento do consumo da carne bovina, tanto no mercado interno quanto nas vendas ao exterior.
“O escoamento da produção no mercado doméstico permanece mais fraco que o observado em meses anteriores, indicando que, mesmo com o recuo dos preços dos cortes bovinos no varejo, a população permanece optando pela busca de proteínas economicamente mais baratas (frango e suíno)”, afirma a S&P Global.
Na ponta internacional, o ritmo também é de cautela entre os exportadores brasileiros.
“Após a liberação das cargas de proteína brasileira que estavam aguardando desembaraços aduaneiros nos portos chineses, compradores do gigante asiático se abstiveram em efetivar novos contratos, bem como postergaram as negociações em curso”, afirmam os analistas da S&P Global.
O dólar em queda frente ao real, situação que reduz a competitividade da commodity brasileira, também permanece pressionando as margens das indústrias, acrescenta a consultoria.
Segundo a consultoria, diante deste cenário, os preços do boi gordo devem ser guiados por fortes especulações, tanto no mercado físico quanto no futuro.
“Apesar da oferta enxuta (de boiada gorda) limitar movimentos mais bruscos de recuos nas cotações, as compras da matéria-prima permanecem enfraquecidas”, ressalta a S&P Global.
Mercado paulista – Em São Paulo, boa parte das indústrias frigoríficas estão fora das compras e as escalas de abate estão alongadas, informa a Scot Consultoria.
Com isso, o boi gordo está sendo negociado em R$ 235/@, porém há negócios ocorrendo abaixo da referência, relata a Scot.
Na praça paulista, a vaca está sendo negociada em R$ 207/@, enquanto a novilha gorda vale R$ 225/@ (preços brutos e a prazo).
O “boi-China” está sendo negociado em R$ 240/@ (preço bruto e a prazo), base São Paulo, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”, acrescenta Scot.
Atacado/varejo – A virada do mês abriu possibilidades para ajustes positivos no mercado atacadista de carne com osso, diz a Scot.
No comparativo semanal, as cotações da vaca e da novilha casadas subiram 1,5% e 2,1%, precificadas em R$ 13,70/kg e R$14,55/kg, respectivamente.
Para os machos, a cotação da carcaça casada de bovinos castrados subiu 0,3% em igual período de comparação, negociada em R$ 15,64/kg.
Para a carcaça de bovinos inteiros, informa a Scot, a alta foi de 0,1%, precificada em R$ 13,94/kg.
Cotações máximas de machos e fêmeas na segunda-feira, 31/7
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 238/@ (prazo)
vaca a R$ 212/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 229/@ (à vista)
vaca a R$ 207/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 232/@ (prazo)
vaca a R$ 209/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 212/@ (prazo)
vaca a R$ 187/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 210/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 207/@ (à vista)
vaca a R$ 185/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca R$ 197/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca a R$ 197/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 236/@ (à vista)
vaca a R$ 207/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 232/@ (prazo)
vaca a R$ 202/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 207/@ (prazo)
vaca a R$ 197/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 205/@ (à vista)
vaca a R$ 195/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 255/@ (à vista)
vaca a R$ 228/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 199/@ (prazo)
vaca a R$ 182/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 199/@ (prazo)
vaca a R$ 175/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 212/@ (prazo)
vaca a R$ 194/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 207/@ (prazo)
vaca a R$ 182/@ (prazo)
RO-Cacoal:
boi a R$ 195/@ (à vista)
vaca a R$ 175/@ (à vista)
MA-Açailândia:
boi a R$ 195/@ (à vista)
vaca a R$ 180/@ (à vista)




