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Boi gordo: pressão de baixa se mantém, mas negócios seguem em ritmo bastante cadenciado

Em pleno período de entressafra, indústrias conseguem êxito na estratégia de compra de lotes a preços mais baratos; em SP, arroba do macho terminado recuou para R$ 310, informa a Scot
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Nesta quarta-feira, 20 de julho, ainda foi possível observar mais algumas quedas pontuais nos preços da arroba no mercado brasileiro do boi gordo decorrente da fraca procura por animais terminados, informam os analistas da IHS Markit.

Porém, a liquidez de negócios começa a perder consistência entre importantes praças pecuárias do País, sinalizando que os movimentos de baixa devem perder força com o avanço do período de entressafra do boi no Brasil.

“A oferta de gado gordo terminado a pasto está cada vez mais escassa”, observa a IHS.

Nas praças do interior de São Paulo, Estado referência para outras regiões de pecuária, o valor do boi gordo “comum” (direcionado ao mercado interno) recuou mais R$ 1/@ nesta quarta-feira, para R$ 310/@ (valor bruto, no prazo), segundou apurou a Scot Consultoria.

“A entrada da segunda quinzena do mês, caracterizada pelo menor consumo de carne bovina, esfriou o mercado”, relatam os analistas da Scot.

Com isso, além da queda nos preços machos, os frigoríficos paulistas abriram as compras ofertando R$ 2/@ a menos pelas arrobas da vaca e da novilha gordas, agora negociadas por R$ 280 e R$ 302, respectivamente (preços brutos e a prazo).

A cotação do boi-China (abatido mais jovem, geralmente com idade abaixo dos 30 meses) segue valendo em torno de R$ 315/@ nas praças de São Paulo.

Segundo a IHS Markit, a pressão baixista ainda persiste em algumas regiões pelo fato de muitas unidades de abate terem avançado com suas escalas até o final de julho.

“Com programação de abate variando entre 7 até 12 dias úteis, compostas por boiada oriunda de confinamentos próprios ou parcerias nos boiteis, a necessidade de efetivar mais alguns novos negócios diminuiu muito”, ressaltam os analistas da IHS.

Porém, continua a consultoria, em certas regiões brasileiras já se nota alguma resistência à pressão baixista.

É o caso de algumas praças localizadas nos Estados de Goiás e do Mato Grosso, onde os compradores relataram dificuldade para conseguir originar novos lotes em volume maiores e a valores abaixo das máximas vigentes.

“Em algumas localidades da região Norte, como nas praças do Pará e do Tocantins, também já se nota redução na oferta e certa dificuldade em comprar boiada gorda a valores menores que os patamares atuais”, complementa a IHS.

Diante da atual falta de grandes negócios, a expectativa do setor se volta para a primeira quinzena de agosto, marcada pelo fim das férias escolares e a comemoração do Dia dos Pais – situações que podem estimular uma maior procura pela carne bovina.

Além disso, lembra a IHS, no próximo mês, a inserção de recursos do governo federal, por meio de alguns programas de auxílio financeiro à população, também deve resultar numa maior consistência do consumo doméstico da proteína.

No cenário internacional, o ritmo das vendas externas da proteína brasileira encontra respaldo no efeito cambial – a desvalorização do real frente ao dólar eleva a competitividade da commodity num momento em que o mundo sofre com desabastecimento de alimentos e inflação, observa a IHS Markit.

No atacado, os preços dos principais cortes bovinos operaram estáveis nesta quarta-feira, apesar da baixa liquidez, típica do período (segunda quinzena do mês).

Cotações máximas de machos e fêmeas desta quarta-feira, 20/7
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 317/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 295/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 273/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 292/@ (prazo)
vaca a R$ 273/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 292/@ (prazo)
vaca a R$ 275/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 292/@ (prazo)
vaca a R$ 275/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 273/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 290/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca R$ 280/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 275/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 302/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 324/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 324/@ (à vista)
vaca a R$ 272/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 282/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 265/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 263/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 270/@ (à vista)
vaca a R$ 255/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 260/@ (à vista)

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