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Em São Paulo, cotação do boi gordo recua R$ 2/@, para 315/@, informa Scot Consultoria

Escalas mais confortáveis dos frigoríficos e lentidão no comércio doméstico da carne bovina incentivam pressão baixista da arroba em pleno período de entressafra
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“Água mole, pedra dura…”. Depois de um curto período de forte pressão de baixa na arroba, as indústrias de São Paulo conseguiram sucesso na empreitada, reduzindo os preços do boi gordo e da vaca gorda em R$ 2/@ nesta quarta-feira, 13 de julho, conforme apuração da Scot Consultoria.

Segundo os analistas, apesar do período de entressafra de boiadas terminadas a pastos, a pressão baixista é sustentada pelas “escalas de abate confortáveis e pelo escoamento lento da carne no mercado doméstico”.

Dessa maneira, o boi gordo paulista “comum” (enviado ao mercado doméstico, sem padrão para exportação) é negociado agora a R$ 315/@, enquanto a vaca e a novilha gordas valem, respectivamente, R$ 282/@ e R$ 304/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com os dados da Scot.

O boi-China, abatido mais jovem (geralmente abaixo dos 30 meses) está em R$ 325/@, “mas há negócios até R$ 5/@ abaixo da referência, porém, pontuais”, observa a consultoria.

Em âmbito nacional, considerando outras praças importantes do País, os preços dos animais terminados ficaram estáveis nesta quarta-feira, segundo informações da IHS Markit.

“A manhã foi de mercado fraco, atividades morosas e ambiente de negócios sem apontamentos de variações nos preços da arroba do boi gordo”, relata a IHS.

A consultoria informa que, considerando os frigoríficos compradores espalhados pelo Brasil, as escalas permanecem com volumes médios entre 7 a 10 dias.

As indústrias seguem optando por ficarem fora das compras, efetuando indicações de preços abaixo das máximas vigentes”, reforça a IHS.

Por outro lado, porém, a oferta enxuta de animais terminados neste período de entressafra limita negociações em patamares inferiores, acrescenta a mesma consultoria.

Na avaliação da IHS, o ambiente de poucos negócios no mercado brasileiro do boi gordo deve se estender até pelo menos até dia 25 de julho, período que abrange as programações de abate das indústrias.

Nos últimos meses, os frigoríficos se abasteceram tanto dos lotes finais de gado terminado a pasto (hoje com ofertas praticamente nulas) e também de bovinos acabados em confinamento ou semiconfinamento – tipo de produto que também deve registrar arrefecimento em breve, visto que as quantidades de animais provindos do primeiro giro de engorda no cocho foi fortemente reduzido devido aos elevados custos com nutrição animal e demais insumos.

Nesse sentido, a entressafra de boiada gorda avança e deve permanecer um hiato de escassez de animais entre agosto e setembro, fator que pode impulsionar novas altas nos preços da arroba nas praças brasileiras.

“Até lá, a indústria deve continuar segurando uma escalada de preços mais contundente, de modo a evitar um disparo de um gatilho de altas por todo País, evitando, assim, elevações ainda mais agressivas durante este período mais crítico da entressafra (normalmente em agosto/setembro/outubro)”, dizem os especialistas.

No mercado futuro, os preços da arroba continuam com tendência de baixa, refletindo uma possível melhora da oferta de boiada gorda que será terminada durante o segundo giro de confinamento.

“Porém, esses animais devem chegar ao mercado a partir de outubro”, prevê a IHS, acrescentando que os contratos futuros para o segundo semestre já rondam abaixo dos R$ 330/@ e os índices de precificação também estão registrando forte volatilidade.

“O movimento de desvalorização permaneceu mais um dia na B3”, ecoa a consultoria Agrifatto, referindo-se ao pregão de terça-feira (12/7). O contrato do boi gordo com vencimento para julho/22 fechou a sessão de ontem cotado a R$ 323,30/@.

Estoques em alta – Diante da dificuldade em escoar os produtos bovinos, os estoques no atacado continuam aumentando com a maior parte dos consumidores encontrando dificuldade em absorver até mesmo os cortes do dianteiro, o que pode levar a reajustes negativos nos preços ao longo da semana, relata a Agrifatto.

“Mas, até o momento, os valores dos cortes bovinos em São Paulo seguem andando de lado”, afirma a consultoria, acrescentando que a carcaça casada segue negociada na média de R$ 19,50/kg.

Na opinião dos analistas da IHS Markit, as altas recentes nos preços de proteínas concorrentes, como suínos e aves, bem com um incremento da demanda doméstica esperado para este segundo semestre, pode refletir em ajustes positivos nos preços dos cortes de carne bovina direcionados ao mercado interno.

Cotações máximas de machos e fêmeas desta quarta-feira, 13/7
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 325/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 285/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 297/@ (prazo)
vaca a R$ 277/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 295/@ (à vista)
vaca a R$ 277/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 290/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca R$ 285/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 292/@ (prazo)
vaca a R$ 282/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 292/@ (prazo)
vaca a R$ 282/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 287/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

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