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Mercado brasileiro do boi gordo mantém viés de alta nas principais praças brasileiras

No interior de São Paulo, de acordo com dados apurados pela Scot Consultoria, a referência para o boi gordo seguiu estável nesta quarta-feira (15/6), a R$ 300/@
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Nesta quarta-feira, 15 de junho, véspera de feriado, os preços do boi gordo ficaram firmes na maioria das praças brasileiras, mantendo o viés de alta dos últimos dias, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

Considerando a média das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, as cotações do boi gordo subiram R$ 2/@ desde o início desta semana.

“O encurtamento das escalas de abate, decorrente da diminuição da oferta de animais terminados, fez com que os compradores se reposicionassem no mercado”, relata a zootecnista Thayná Drugowick, analista da Scot Consultoria.

Ela destaca o forte movimento de alta registrado nas praças de Goiânia e do Maranhão, onde a referência para o macho terminado subiu R$ 6/@ desde o início da semana.

A analista também ressalta os aumentos da arroba na região norte de Tocantins e no sudoeste do Mato Grosso – ambas as praças tiveram alta de R$ 5/@ desde a segunda-feira (13/6).

Nas praças de São Paulo, de acordo com dados apurados pela Scot Consultoria, a referência para o boi gordo seguiu estável nesta quarta-feira (15/6), a R$ 300/@.

Por sua vez, a vaca e a novilha gordas são negociadas no mercado paulista a R$ 274/@ e R$ 294/@, respetivamente (preços brutos e a prazo).

Bovinos com padrão para exportar ao mercado da China (até quatro dentes) estão sendo negociados por R$ 315/@ em São Paulo, acrescenta a Scot.

Segundo Thayná, as exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo forte, o que tem contribuído para o fortalecimento nos preços do boi gordo, já que a demanda interna continua bastante fraca, devido ao avanço da inflação e, consequentemente, o menor poder aquisitivo da população.

Em maio, o Brasil exportou 153,2 mil toneladas de carne bovina in natura, ou 6,9 mil toneladas por dia, volume 15,3% superior à média diária de maio/21.

No acumulado de janeiro a maior, o faturamento com os embarques da proteína in natura somaram US$ 4,6 bilhões, um forte acréscimo 64,4% frente ao valor registrado no mesmo período de 2021.

Na avaliação da Scot, com o menor volume de boiadas disponíveis ao mercado e a expectativa positiva para as exportações, em meio ao dólar mais firme, é possível que o movimento de alta da arroba ganhe consistência nos próximos dias.

Levantamento realizado pela IHS Markit mostra que as regiões Norte e Nordeste do País ainda recebem chuvas, o que possibilita lançar mão da estratégia de retenção da boiada nos pastos para guardar melhores condições de preços.

É o caso das regiões de pecuária da Bahia, onde produtores estipulam pisos acima das máximas vigentes para retornar aos negócios.

Nesse Estado, informa a IHS Markit, o preço do boi gordo saltou de R$ 260/@ para R$ 275/@ nesta quarta-feira (15/6).

Em Belo Horizonte, MG, a consultoria também captou novo avanço no preço do macho terminado, que subiu de R$ 280/@ para R$ 285/@.

Na região Norte do País, nas praças de Tocantins e do Pará, os preços do boi gordo também seguem em alta, refletindo a redução de ofertas de animais terminados a pasto, relata a IHS.

Nesta quarta-feira, os analistas da consultoria apuraram avanço diário nas cotações do boi gordo na praça de Gurupi, TO, de R$ 265/@ para R$ 273/@, na região de Redenção, PA, de R$ 262/@ para R$ 275/@.

De maneira geral, diz a IHS, ocorrem poucas negociações entre as praças pecuárias brasileiras.

Essa baixa liquidez nos negócios, ressalta a consultoria, reflete a forte redução de oferta de animais terminados a pasto em boa parte das praças do País.

“As poucas negociações que ocorrem envolvem principalmente lotes de confinamento (advindos do primeiro giro)”, relata a IHS.

No mercado atacadista, os preços dos cortes bovinos seguem com tendência de alta nas redes de distribuição e no varejo.

Cotações máximas de machos e fêmeas desta quarta-feira, 15 de junho
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 290/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 260/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 265/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 272/@ (prazo)
vaca a R$ 255/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 272/@ (prazo)
vaca a R$ 255/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 270/@ (prazo)
vaca a R$ 255/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 270/@ (à vista)
vaca a R$ 255/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 270/@ (à vista)
vaca a R$ 255/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca R$ 265/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 265/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 265/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 270/@ (prazo)
vaca a R$ 265/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 275/@ (à vista)
vaca a R$ 265/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 262/@ (prazo)
vaca a R$ 252/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 275/@ (prazo)
vaca a R$ 265/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 270/@ (prazo)
vaca a R$ 250/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 273/@ (à vista)
vaca a R$ 260/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 250/@ (à vista)
vaca a R$ 240/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 272@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 260/@ (à vista)

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