O levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base nos dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea–MT), revela que o abate de fêmeas cresceu 26,83% na comparação entre janeiro de 2021 e janeiro de 2022.
Ao todo, foram 180,3 mil vacas abatidas no mês passado; o dado foi divulgado pelo Imea no início desta semana.
O abate de machos registrou incremento de apenas 11,19% e fechou janeiro de 2022 com 250,23 mil bois abatidos.
No total, os abates de bovinos fecharam em 430,53 mil animais no mês passado, o que representou uma alta de 17,24% ante o janeiro de 2021 (63,32 mil bovinos a mais).
Inversão de ciclo pecuário
O resultado de abate no maior Estado produtor de carne do País, com um rebanho de cerca de 32 milhões de animais, mostra na prática a inversão do ciclo pecuário, agora com o descarte de vacas.
Entre as fêmeas lavadas para o gancho, o maior número foi de animais acima de 36 meses. A alta dessa categoria foi de 28,39% na comparação entre janeiro de 2021 e janeiro de 2022.
“Essa maior oferta esteve atrelada ao período posterior ao de estação de monta, sendo comum o descarte das fêmeas mais velhas que não emprenharam no intervalo desejado pelo produtor. A escassez de machos prontos para o abate também contribuiu para o aumento de abate de vacas”, diz o boletim do Imea.
De 2019 para cá, o maior abate de fêmeas foi justamente no ano de 2019, no mês de julho, com 239,5 mil vacas mandadas para o frigorífico. O menor patamar dessa época foi no mês de outubro do ano passado, com a terminação de 102,1 mil fêmeas.




