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Associações defendem ações para valorizar selos de certificação de carne

Entidades das raças Angus, Devon, Nelore, Wagyu, Charolês, Hereford e Braford pedem apoio do governo na fiscalização para evitar o uso indevido das marcas
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As associações de raça de bovinos de corte defendem o fomento de ações ao lado do Ministério da Agricultura e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pela valorização dos selos de certificação estampados nos rótulos das carnes premium brasileiras.

Representando as raças bovinas com programas de certificação, a Associação Brasileira de Angus entregou ofício à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, nesta terça-feira (14/12), em Brasília (DF).

No documento, seis entidades pedem apoio do governo na fiscalização da rotulagem dos produtos a fim de evitar o uso indevido das marcas e os nomes das raças.

Encontro com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina (Foto: assessoria do deputado Daniel Trzeciak)

O documento foi entregue pelo presidente da Associação Brasileira de Angus, Nivaldo Dzyekanski, pela gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, Ana Doralina Menezes, e pelo gerente de Fomento da Angus, Mateus Pivato, em nome da Angus e das raças Devon, Hereford e Braford, Nelore, Wagyu e Charolês.

No Brasil, o uso do nome das raças bovinas no rótulo de produtos é chancelado pelo Ministério da Agricultura por meio de delegação às associações de raça.

O processo é gerenciado pela CNA por meio da chamada Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), um sistema lançado em 2015. O protocolo de cooperação prevê integração entre Mapa, CNA e associações de raça para garantir a qualidade e procedência dos cortes ofertados ao consumidor.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Angus, são os selos de certificação a grande garantia de qualidade e segurança aos consumidores. “A preocupação que nós temos enquanto entidade certificadora da Carne Angus, assim como as outras associações de raça que também detêm carne certificada, é que produtos sejam vendidos como Angus ou como outra raça sem ter a certificação da entidade”, exemplifica.

Por isso, segundo o dirigente, é necessário que o Ministério da Agricultura, a CNA, o Procon e os órgãos de fiscalização, juntamente com as associações de raça trabalhem de forma consorciada para identificar os produtos comercializados fora do protocolo previsto na gestão da PGA.

Na tentativa de identificar e conter o uso indevido da marca, a Associação Brasileira de Angus abriu com um canal de denúncias on-line e fomenta constantemente a valorização do selo de certificação.

Durante a agenda em Brasília, a Angus também esteve reunida com o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins.

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Ele destacou a importância dos programas de certificação e reforçou o apoio da CNA em ações para fortalecê-los. Martins ainda defendeu que os produtores sejam remunerados adequadamente por produzir uma carne de qualidade.

De acordo com a gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, Ana Doralina Menezes, a entidade apresentou à ministra e ao dirigente da CNA informações sobre o trabalho realizado pela associação e pelo Programa Carne Angus, sobre crescimento da raça no país e sobre a expansão das vendas para o mercado externo.

“Enfatizamos que a Carne Angus Certificada está consolidando-se em países exigentes e que tem potencial para crescer. Destacamos ainda a atuação do programa no sentido de garantir aos consumidores uma carne de qualidade, com procedência atestada”.

Fonte: Ascom ABA

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