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Morosidade no mercado do boi gordo; negócios são pontuais e frigoríficos forçam, sem sucesso, baixa na arroba

Cotações dos animais gordos recuam R$ 1/@ nas praças paulistas; referências para o boi, vaca e novilha gordos estão, respectivamente, em R$ 317/@, R$ 298/@ e R$ 308/@, informa a Scot Consultoria
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O mercado brasileiro do boi gordo andou de lado nesta quarta-feira (8/12), com o registro de queda nos preços da arroba em algumas regiões importantes do País, a começar pelas praças de São Paulo, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

A baixa liquidez do mercado frustra, por enquanto, as expectativas dos analistas e agentes ligados ao setor pecuário, que esperavam um aumento no consumo interno de carne bovina nas primeiras semanas de dezembro, devido ao pagamento dos salários e, sobretudo, à proximidade das festividades de final de ano, quando teoricamente há uma maior procura pela carne vermelha, disparada a preferida da população brasileira.

Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, nas praças paulistas, o mercado iniciou a quarta-feira ofertando R$ 1/@ a menos em todas as categorias de animais gordos. “As escalas estenderam-se nos últimos dias e já atendem, em média, 10 dias, o que tem contribuído para o cenário de pressão de baixa nos preços”, relata a Scot.

Com isso, as referências para o boi, vaca e novilha gordos estão, respectivamente, em R$ 317/@, R$ 298/@ e R$ 308/@ (preços brutos e a prazo).

Segundo a Agrifatto, as vendas de carne bovina no mercado atacadista de São Paulo seguem fracas, o que dificulta o escoamento da proteína bovina.

Na avaliação da consultoria, muitos consumidores seguem optando por proteínas concorrentes, sobretudo o frango, que se mostram mais atrativas devido ao custo-benefício.

De acordo com a IHS Markit, nesta quarta-feira, o mercado físico de boiada gorda manteve a tônica observada nos primeiros dias da semana, ou seja, apresenta baixa liquidez nos negócios, em meio a ausência de compradores e vendedores de gado.

“A indústria frigorífica optou por se afastar dos negócios à espera do resultado das vendas de carne bovina no atacado”, relata a IHS.

Segundo a IHS, embora os embarques brasileiros de carne bovina tenham mostrado resultados superiores na primeira semana do mês frente aos resultados do mês anterior, o que irá ditar a consistência do escoamento será o consumo doméstico.

“A estratégia é manter uma produção alinhada à demanda vigente e, assim, evitar ônus da formação de estoques”, diz a IHS.

Do lado de dentro das porteiras, os pecuaristas não dispõem de grandes lotes de animais terminados, visto que muitos haviam aproveitado os picos de altas para liquidar as ofertas remanescentes de confinamentos.

No momento, as chuvas têm favorecido as pastagens das principais regiões de pecuária, facilitando o manejo do gado. “A menor oferta de boiada gorda limita a ocorrência de quedas mais substanciais”, ressalta a IHS.

Giro pelas praças – No interior paulista, as indicações de preços do boi gordo no balcão variam entre R$ 315/@ a R$ 320/@, segundo a IHS.

Nas praças do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás, há indicações de preços muito abaixo das máximas vigentes, mas são raras efetivações em patamares inferiores aos atuais.

Nestes estados, as escalas de abate avançaram para pouco mais de 5 a 6 dias úteis e as indústrias estão fora das compras, mas também a ponta vendedora também não manifesta interesse em negociar, informa a IHS.

Nas demais praças brasileiras, também se nota morosidade de negócios e preços em sua maioria estáveis.

“Os poucos registros de negócios costumam envolver carregamentos pequenos”, acrescenta a IHS.

Na B3, os contratos futuros do boi gordo interromperam a trajetória de baixa, com exceção do primeiro vencimento.

A provável lacuna de oferta de animais no decorrer do primeiro trimestre de 2022 deve gerar suporte aos preços, já que os lotes oriundos de pasto devem chegar ao mercado apenas a partir de março, observa a IHS.

Exportações – Na primeira semana de dezembro, o Brasil exportou 15,9 mil toneladas de carne bovina in natura.

A média diária embarcada ficou em 5,3 mil toneladas, volume 18,4% menor quando comparado ao mesmo período no ano passado.

Cotações máximas desta quarta-feira, 8 de dezembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 317/@ (prazo)
vaca a R$ 302/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 296/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 298/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 296/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 302/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 291/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 307/@ (prazo)
vaca R$ 296/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 298/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 291/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 302/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 317/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 324/@ (à vista)
vaca a R$ 306/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 324/@ (à vista)
vaca a R$ 306/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 291/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 287/@ (à vista)
vaca a R$ 276/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 292/@ (à vista)
vaca a R$ 281/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 287/@ (à vista)
vaca a R$ 271/@ (à vista)

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