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Imprensa argentina destaca reação do setor produtivo com intervenção do governo

Produtores argentinos estão receosos que apropriação do grupo agrícola Vicentín pelo governo do presidente Alberto Fernández dê início a uma série de estatizações
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Manifestantes agitam as bandeiras nacionais da Argentina durante um protesto contra a quarentena e expropriação da empresa de agronegócio de Vicentín pelo governo do presidente Alberto Fernández no Obelisco de Buenos Aires, em 20 de junho de 2020. Foto: Alejandro Pagni/AFP via Getty Images

A imprensa argentina destacou neste domingo a inconformidade do setor produtivo e da população com a apropriação do grupo agrícola Vicentín pelo governo do presidente Alberto Fernández. Os jornais La Nación e Clarín trazem as fotos das carreatas e bandeiraços realizadas ontem em mais de 90 municípios do país que reuniram milhares de pessoas, especialmente ligadas ao setor produtivo – empresários e entidades contrários à medida.

Entidades do setor produtivo como a Confederação Rural Agrícola e a Sociedade Rural Argentina defendem a proposta que um esquema cooperativo passe a administrar a empresa. Eles defendem que a proposta seja votada pelo Parlamento argentino, segundo o Clarín.

O presidente Alberto Fernández disse, em uma entrevista ao Clarín, que se há uma alternativa para a estatização da empresa, ele está disposto a escutá-la.

Ao La Nación, representantes de entidades dizem que Fernández está confundindo poder Executivo com Judiciário ao querer se apropriar da empresa privada. Eles também pede uma maior abertura do governo ao diálogo com o agronegócio.

O receio dos produtores é que a apropriação da empresa dê início a uma série de estatizações – assim como foi observado no governo de Cristina Kirchner. Em 9 de junho, o governo argentino, por decreto, anunciou a intervenção na companhia Vicentín por 60 dias. Segundo a Casa Rosada, o objetivo é evitar a falência, mas o fato foi considerado como inconstitucional pela oposição.

Fernández ainda pretende enviar projeto de lei para o Congresso visando declarar a exportadora como empresa de interesse nacional e estatizá-la em caráter definitivo. A intenção assustou líderes agrícolas da Argentina, que têm convocado protestos para evitar uma suposta escalada intervencionista no país.

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