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Preço do suíno vivo cai ao menor nível em um ano, informa Cepea

Menor demanda da carne leva frigoríficos a reduzirem o ritmo de abate e adquirirem novos lotes apenas quando há necessidade
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O cenário de incertezas na suinocultura brasileira, devido à pandemia de Covid-19, tem pressionado as cotações do animal vivo, que registram os menores patamares em um ano. As informações são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em relatório.

A queda de preços é resultante da menor demanda pela carne, em razão do isolamento social como prevenção ao coronavírus, uma vez que frigoríficos reduziram o ritmo de abate e estão adquirindo novos lotes apenas quando há maior necessidade. Nas granjas, produtores negociam os suínos a preços cada vez mais baixos, no intuito de escoar a produção.

Diante deste cenário, o mês de abril se encerra com consecutivas desvalorizações do animal vivo – neste mês, inclusive, as quedas nos preços são as mais intensas das séries regionais do Cepea, iniciadas, em alguns casos, em 2002.

Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o suíno vivo tem média de R$ 4,35/kg na parcial de abril (até o dia 29), queda de 24,3% frente à de março. Em Patos de Minas (MG), a baixa foi ainda mais intensa: de 27% entre março e a parcial de abril, para R$ 4,16/kg neste mês.

No Oeste Catarinense, principal região produtora de suínos, o preço médio do animal em abril (até o dia 28) é de R$ 4,08/kg, queda mensal de 25,3%, mas 2,4% maior que a média em abril/2019. Em Erechim (RS), o suíno se desvalorizou 19,9% de março a abril, com média de R$ 4,32/kg, mas ainda 7% acima na comparação anual.

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