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Sindan apresenta ao Senado proposta de produção da Coronavac no Brasil

Indústria farmacêutica de vacinas da febre aftosa poderia fabricar até 1,4 bilhão de doses da Coronavac em um ano
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O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) participou de uma reunião on-line promovida pelo Senado na segunda-feira (29/3). O encontrou serviu para a entidade apresentar a possibilidade de o Brasil fabricar o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da Coronavac.

O convite foi feito pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), após a entidade revelar as tratativas para que as quatro fábricas de vacina contra a febre aftosa no País pudessem produzir o imunizante. O assunto foi tratado no programa DBO Entrevista, no dia 25/3,  que já anunciava essa reunião em Brasília.

“Nós temos condição de produzir o imunizante em grandes volumes de vacinas inativadas no Brasil, caso sejam seguidas as premissas básicas”, disse o médico veterinário, Emilio Carlos Salani, vice-presidente executivo do Sindan.

As premissas básicas envolvem, principalmente, o acordo com a detentora da tecnologia do imunizante, no caso da Coronavac, o laboratório chinês Sinovac; a transferência de tecnologia para a fabricação do IFA; e o fornecimento da “semente” que seria a cepa do vírus.

Vacinas em massa

O poder da indústria farmacêutica veterinária é grande. Caso entrassem em operação hoje, em até 4 meses essas unidades já produziriam todas as doses necessárias para imunizar a população vacinável no País (maiores de 18 anos) – cerca de 162 milhões brasileiros. Em um ano, essas unidades já teriam fabricado de 1,1 bilhão a 1,4 bilhão de doses da vacina contra o novo coronavírus, sem prejuízo aos volumes para a febre aftosa.

A ideia de fazer o uso do pátio fabril de imunizantes contra a febre aftosa partiu do próprio Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que há cerca de dois meses vem intermediando contatos entre o Sindan e do Instituto Butantan, parceiro da Sinovac no País. O Mapa já reconheceu o poder das instalações.

“É um parque industrial da mais alta biossegurança e que foi fundamental para que nós pudéssemos, em 2018, ter o reconhecimento internacional da erradicação da febre aftosa no Brasil por vacinação”, disse José Guilherme Leal, secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agicultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Próximos passos

De acordo com Leal, as fábricas estão à disposição, restando apenas uma sinalização das empresas detentoras de tecnologia se aproximarem do governo através do próprio Mapa – inclusive respeitando toda a questão da proteção das tecnologias dessas companhias.

“Esperamos que haja essa conciliação entre as empresas detentoras das tecnologias das vacinas com as empresas fabricantes de produtos veterinários”, diz Leal.

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