Puxadas pelo segmento de leite, as vendas totais de sêmen bovino no mercado norte-americano quase triplicaram entre 2017 e 2020, saltando de 2,5 milhões para 7,2 milhões de doses, informa reportagem da Feedstuffs que destaca o forte movimento de declínio no plantel de novilhas leiteiras dos EUA (veja a outra parte do texto AQUI).
Segundo ressalta a reportagem, embora uma análise demográfica das vendas de sêmen naquela época (2017-2020) não estivesse disponível, a alta na comercialização de sêmen ocorreu principalmente entre os produtores de leite, e não entre os pecuaristas de gado de corte, que dependem principalmente de touros de monta naturais.
Em 2020, a Associação Nacional de Criadores de Gado dos EUA começou a monitorar as vendas de sêmen bovino para produtores de leite. Esses números contam uma história mais dramática, diz a Feedstuffs.
Das 7,2 milhões de doses de sêmen bovino vendidas naquele ano (2020), 5 milhões de doses foram compradas por produtores de leite – ou seja, quase 70% do total. Essa proporção subiu para 81,4% em 2024 (7,9 milhões das 9,7 milhões de doses comercializadas no ano passado).
“Suas compras exorbitantes de sêmen bovino refletem até que ponto os produtores de leite optaram por produzir bezerros destinados à produção de carne em vez de rebanhos leiteiros”, relata o texto.
No entanto, com a diminuição da oferta de novilhas leiteiras e o aumento do seu valor, os produtores de leite dos EUA estão tentando abater menos vacas para manter o fluxo de leite, observa a reportagem.
“Eles também fizeram mudanças significativas na compra de sêmen para ajudar a remediar a escassez de novilhas de reposição, adquirindo mais unidades selecionadas por sexo para gerar mais bezerras leiteiras”, diz a Feedstuffs.
Porém, a reposição da oferta levará tempo – normalmente, são precisos dois anos para que uma novilha leiteira recém-nascida esteja disponível para entrar no rebanho leiteiro.
“Serão necessárias muitas outras novilhas leiteiras nos próximos anos para que o rebanho nacional retorne aos níveis históricos”, disse Corey Geiger, economista-chefe de laticínios do CoBank.




