No final de semana, especialmente sábado e domingo, o mercado brasileiro de carne bovina foi marcado pela queda de demanda típica da segunda quinzena do mês, quando há um maior esgotamento dos salários recebidos pelos trabalhadores.
Com isso, os frigoríficos brasileiros, apesar de operarem atualmente com escalas mais curtas em relação ao quadro registrado nas primeiras semanas de setembro/25, tiraram o pé das compras de boiadas gordas.
Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 29/9 pela Agrifatto; clique AQUI.
Ao mesmo tempo, a oferta de animais terminados segue restrita, refletindo o período de entressafra de lotes terminados a pasto.
Diante de tal conjuntura, os preços do boi gordo seguem estáveis nas principais praças brasileiras, de acordo com dados coletados pelas consultorias nesta segunda-feira (29/9).
Pela apuração da Agrifatto, o animal terminado segue valendo R$ 310/@ na praça de São Paulo, seja ele sem ou com padrão-China.
Nas outras 16 regiões produtoras monitoradas pela consultoria, o preço médio do boi gordo ficou em R$292,65/@.
Segundo acompanhamento feito pela Scot Consultoria, o mercado paulista abriu a semana com poucos negócios.
“Algumas indústrias ainda estão decidindo como serão as ofertas de compra com base nas vendas do fim de semana”, relatam os analistas da consultoria.
Com isso, apurou a Scot, nada mudou em relação ao quadro de preços observado na sexta-feira (29/9). Ou seja, em São Paulo, o boi gordo “comum” está cotado em R$ 305/@, enquanto “boi-China” é negociado em R$ 308/@.
Na avaliação da Agrifatto, nas últimas semanas, os grandes frigoríficos têm recebido sobretudo lotes oriundos de contratos de parcerias (boi a termo), além de animais terminados em confinamentos próprios.
Porém, na última semana, tais ofertas não foram suficientes para alongar as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros, que seguem atendendo de 8 a 9 dias, de acordo com o levantamento da Agrifatto.
No entanto, observam os analistas da Agrifatto, enquanto o mercado interno ainda patina, as exportações brasileiras de carne bovina in natura seguem firmes, sustentando os negócios na cadeia produtiva.
“As vendas externas assumem papel central na manutenção da atividade e no equilíbrio do setor”, destacam.




