O Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), está conduzindo ações para mitigação de riscos após a confirmação de um caso positivo da doença de Aujeszky no município de São Gabriel (RS).
As ações se basearam no despovoamento da propriedade de subsistência positivada, vigilância e sorologia dos suínos localizados em um raio de cinco quilômetros a partir do foco, conforme preconizado pelo Plano Nacional de Sanidade Suídea.
As atividades na semana passada foram concluídas com mais de 100 propriedades vistoriadas e cerca de 500 amostras coletadas para comprovar a ausência da enfermidade.
“A defesa sanitária animal está constantemente sendo desafiada; no entanto, o corpo técnico desta secretaria é extremamente qualificado e acreditamos que não haverá comprometimento da excelência na produção agropecuária do Rio Grande do Sul”, destaca o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Domingos Velho Lopes.
O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS) está acompanhando o caso.
Conforme informações da Seapdr, trata-se de um criatório de subsistência, com um total de 46 animais, sendo que apenas um apresentou resultado positivo para a doença. Os demais tiveram amostras coletadas e encaminhadas para sorologia. Todos os animais da propriedade já foram abatidos, como determinam as regras para a doença.
Segundo comunicado do Fundesa, a doença não é de notificação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA, antiga OIE), devendo ser reportada no relatório semestral enviado pelo Brasil à instituição.
“O caso da enfermidade registrada não deverá impactar o comércio internacional, uma vez que São Gabriel não possui granjas destinadas à exportação. Além disso, o acordo bilateral com a Rússia prevê o isolamento apenas do município onde foi detectado o caso da doença”, informa o Fundesa.
Indenizações – Conforme o regulamento do Fundo, têm direito à indenização do Fundesa-RS, os produtores que são contribuintes. Como se trata, conforme a Seapdr, de um criatório de subsistência, para consumo próprio, o caso não está elegível à indenização.
Entretanto, as ações do Fundo estão presentes em todo o trabalho realizado pelos técnicos, desde o material para a realização da sorologia, passando pela logística das amostras até os laboratórios de referência, até o desenvolvimento de ferramentas de inteligência para a análise da movimentação de animais.
A doença de Aujeszky não é registrada no Rio Grande do Sul desde 2003, quando focos foram erradicados em Pinheirinho do Vale e Aratiba. A enfermidade é causada por um vírus e pode acometer suínos domésticos, silvestres e asselvajados.
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A doença possui período de incubação, em geral de 2 a 6 dias, sendo que as manifestações clínicas dependem da faixa etária dos suínos acometidos, estado imune do rebanho, via de infecção e cepa viral, podendo provocar mortalidade de até 100%.
Devem provocar suspeita os sinais nervosos, como tremores ou incoordenação das patas traseiras, podendo ter sintomas respiratórios ou febre, além da mortalidade. As vias de transmissão podem ser diretas (contato entre animais, secreções) ou indiretas (comedouros, equipamentos e trânsito de pessoas).
Fonte: Ascom Seapdr e Fundesa-RS




