Santa Catarina está comemorando 12 anos de área livre de febre aftosa sem vacinação, comemora a secretaria de agricultura do Estado. O último foco catarinense da doença ocorreu em 1993 e a partir de 2000 foi suspensa a vacinação contra a doença.
Em 25 de maio de 2007, representantes do governo do Estado compareceram à assembleia mundial da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), realizada anualmente em Paris, França, onde receberam o certificado que fez do estado a única zona livre de febre aftosa sem vacinação do Brasil.
De lá para cá, Santa Catarina se tornou o maior produtor de suínos do Brasil, o segundo maior produtor de aves e o quarto maior produtor de leite – o segmento do agronegócio responde hoje por quase 64% das exportações totais catarinenses.
Atualmente, apenas três países da América Latina são considerados livres de febre aftosa sem vacinação pela OIE: Chile, Guiana e Peru, informa a CarneTec. Existem zonas livres dentro de países (como é o caso de Santa Catarina) na Argentina, Bolívia, Colômbia e Equador.
Controle do vírus
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina, que controlam a entrada e a saída de animais e produtos agropecuários. Além disso, todos os bovinos e bubalinos são identificados e rastreados.
Não é permitida a entrada de bovinos provenientes de outros Estados. Para que os produtores tragam ovinos, caprinos e suínos criados fora de Santa Catarina é necessário que os animais passem por quarentena tanto na origem quanto no destino e que façam testes para a febre aftosa, exceto quando destinados a abatedouros sob inspeção para abate imediato.




