Ao longo desta semana encerrada em 22/8, o mercado de reposição em São Paulo seguiu firme, com boa liquidez nos leilões e com preços em alta para todas as categorias de bovinos anelorados monitorados pela Scot Consultoria.
Em agosto, até 21/8, os recriadores e invernistas de São Paulo estão encontrando uma relação de troca favorável na venda do boi gordo para a aquisição de bovinos de reposição, observa a analista Mariana Guimarães, da Scot.
No entanto, alerta ela, tal movimento pode ser pontual. “Apesar de a relação de troca atual ser a mais atrativa desde novembro de 2024, na comparação com a semana passada já se observa uma piora no poder de compra, com recuos de 0,7%, 0,6% 0,5% e 0,4% para a aquisição do boi magro, do garrote, do bezerro de ano e do bezerro de desmama, respectivamente”, contabiliza Mariana.
Com isso, ressalta a analista, o movimento de mercado sinaliza que “os preços da reposição tendem a seguir firmes nos próximos dias e que novas altas nas cotações não são descartadas, exigindo a atenção dos recriadores e confinadores quanto ao timing de compra”.
Preços em alta no mercado paulista
Na comparação semanal, as cotações do garrote e a do boi magro negociados em São Paulo tiveram acréscimo de 2%, informa Mariana.
Por sua vez, considerando a mesma base de comparação semanal, os preços do bezerro desmama e do bezerro de ano subiram 1,4% e 1,2%, respectivamente.
“A demanda por bovinos destinados ao cocho tem se destacado nas últimas duas semanas”, aponta Mariana, acrescentando que tal movimento acompanha a recuperação dos preços da arroba do boi neste mês de agosto, “fator que costuma ampliar a disposição de compra por categorias que entram mais rapidamente na terminação”.
Para as fêmeas aneloradas, diz a analista, a vaca boiadeira foi a categoria que apresentou o maior acréscimo de preço nesta semana, em relação aos valores da semana anterior (+4,1%), seguida pela da bezerra de ano (+3,4%), pela da bezerra de desmama (+3%) e pela da novilha (+1,7%).
“A valorização mais intensa da vaca boiadeira pode indicar que a oferta de bovinos terminados segue enxuta frente à demanda da indústria”, observa Mariana.
No caso das demais categorias, continua ela, “a alta reflete o aumento da demanda voltada à reposição para a cria, somado à menor oferta de fêmeas, em decorrência da elevada participação dessas categorias nos abates nos últimos anos”.




