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Rabobank prevê recorde nas exportações brasileiras de carne bovina em 2019

Nos primeiros sete meses do ano, embarques cresceram 20%
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O Brasil parece caminhar para um recorde em volumes de carne bovina embarcada em 2019, com o Rabobank estimando um crescimento de 3,9% nas vendas este ano em comparação com os resultados de 2018.

As exportações nos primeiros sete meses do ano aumentaram 20% em relação ao mesmo período de 2018. Tal resultado foi impulsionado pela maior demanda da China, Egito (o terceiro maior importador brasileiro) e pelo retorno da Rússia no final do ano passado, de acordo com análise do banco.

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As exportações no acumulado dos sete primeiros meses do ano totalizaram 981.000 toneladas, com China e Hong Kong representando 38,5% do total. Esses volumes poderiam ter sido maiores, mas um caso atípico de EEB (doença da vaca louca) que ocorreu no final de maio paralisou parcialmente os embarques em junho.

O consumo interno continua melhorando este ano, refletindo uma recuperação gradual da situação econômica do Brasil. A aprovação de reformas importantes deve ser concluída pelo Congresso nos próximos meses, e isso ajudará a recuperação econômica, elevando o consumo de carne bovina, prevê o Rabobank.

Do lado da oferta, o início do ano foi marcado por altos níveis de abate de fêmeas, principalmente novilhas, tendência que segue os volumes do ano anterior, que foi o mais alto dos últimos dez anos. “Esperamos que a produção aumente cerca de 2% em 2019”, estima o banco.

Os preços do gado vivo em julho foram 8% superiores ao mesmo mês do ano passado. A forte demanda internacional, a recuperação da demanda doméstica e as taxas de câmbio favoráveis ​​devem apoiar a tendência de alta dos preços domésticos e o aumento da produção, avalia o Rabobank.

O banco mantém uma perspectiva positiva para o mercado brasileiro de carne bovina, mas, pondera, “é importante reconhecer alguns fatores que ainda podem impactar o mercado, como a guerra comercial EUA-China, o progresso da safra de milho dos EUA e as decisões em torno das novas certificações para os frigoríficos exportadores do País”.

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