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Preços futuros do boi explodem com volta da China ao mercado comprador

Na B3, contrato para entrega em jan/22 atingiu o valor máximo de R$ 337; fev/22 subiu para R$ 337 e maio/22 foi a R$ 330/@, informa a Radar Investimentos
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Os preços futuros do boi gordo subiram fortemente com a notícia de retomada dos embarques de carne bovina à China.

“Houve uma verdadeira explosão de alta no mercado futuro, com toda a curva de preços para 2022 subindo mais de R$ 15/@”, informa ao médico veterinário Leandro Bovo, sócio e diretor da Radar Investimentos, com sede em São Paulo.

Na B3, o contrato para entrega em janeiro/22 atingiu o valor máximo de R$ 337; fevereiro/22 subiu para R$ 337 e maio/22 foi a R$ 330.

“As reações do mercado futuro sempre são muito mais violentas e rápidas do que as do mercado físico e a dúvida de todos a partir de agora é se o físico dará sustentação ou, quem sabe, até empurrará para cima a precificação atual”, relata Bovo.

Segundo ele, ainda é muito cedo para fazer qualquer prognóstico mais assertivo, porém, com a retomada das exportações pra China, “é certo que voltaremos a ter dois mercados diferentes no Brasil – os dos frigoríficos habilitados à China e os não habilitados”.

Leandro Bovo, sócio-diretor da Radar Investimentos

“O poder de compra de quem exporta e de quem vende no mercado interno serão totalmente diferentes em 2022 e, num ambiente de baixa oferta como o que se desenha para o início do ano, a disputa pelos animais abaixo de 30 meses (padrão-China) tende a ser grande”, observa Bovo.

Pelas regras divulgadas pelo Mapa em 15/12, a carne produzida antes desta data também poderá ser exportada, desde que na produção tenha havido a segregação de animais abaixo dos 30 meses.

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“Dessa forma é possível que algumas indústrias tenham estoques relevantes de mercadoria prontos para serem embarcados, o que em tese diminuiria um movimento de maior pressão compradora de boi-China no curto prazo”, analisa o diretor da Radar.

Além disso, continua ele, o desafio logístico para desovar essa carne estocada e também a nova produção tende a ser grande, já que há uma grande escassez de contêineres no mercado atual.

“Em resumo, a notícia da retomada da China foi um ótimo presente de Natal aos pecuaristas e, com certeza, terá reflexos positivos nos preços no curto e no médio prazo”, prevê Bovo.

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