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Preços físicos do boi gordo seguem intactos nas praças brasileiras

Cotações da arroba ficam estáveis, com animal sem padrão-exportação valendo R$ 320/@ no mercado paulista, enquanto o “boi-China” é negociado por R$ 325/@, informa a Scot
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O mercado físico do boi gordo segue firme, com poucas negociações e praticamente sem mudanças nas cotações nas praças brasileiras, informa a Agrifatto

Segundo a consultoria, as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros atendem oito dias úteis, o que mantém certa pressão de baixa por parte das indústrias, que atualmente operam principalmente com animais de confinamentos próprios ou oriundos de parcerias. 

Confira as cotações da arroba do boi gordo e do “boi-China”, apuradas no dia 24/11 pela Agrifatto e pela Scot Consultoria; clique AQUI.

Segundo o levantamento diário da Scot Consultoria, no mercado paulista, o boi gordo sem perfil para o mercado chinês segue cotado em R$ 320/@, o “boi-China” em R$ 325/@, a vaca gorda em R$ 302/@ e a novilha terminada em R$ 312/@ (todos valores brutos, no prazo).

No mercado externo, relata a Agrifatto, permanece o risco de a China adotar salvaguardas – como tarifas ou cotas – capazes de reduzir o volume de exportações brasileiras de carne bovina.

Porém, continua a consultoria, a retirada do tarifaço retaliatório de 40% pelos EUA sobre a proteína in natura trouxe alívio imediato aos exportadores brasileiros. 

“A retomada plena do mercado norte-americano amplia o potencial de embarques e ajuda a sustentar as cotações do boi gordo, servindo como contraponto às possíveis restrições chinesas”, destaca a Agrifatto. 

Por sua vez, internamente, a demanda pela carne bovina permanece firme, sustentada pelo pagamento da primeira parcela do 13º salário e pela aproximação das festas de fim de ano (quando cresce consideravelmente a busca pelos cortes típicos para churrasco), acrescenta a consultoria. 

Tal conjuntura, reforça a Agrifatto, contribui para a manutenção das cotações do boi gordo – pelo menos enquanto o mercado aguarda definições mais claras sobre as decisões do governo da China em relação às medidas de salvaguarda.

Balanço da última semana

O indicador Datagro (praça paulista) apresentou recuo no fechamento semanal, encerrando a sexta-feira (17/11) com valor médio de R$ 320,31/@, com ligeira queda de 0,53% em comparação com o preço médio da sexta-feira anterior (10/11), de R$ 322,02/@. 

No mercado futuro, apesar da queda dos valores de ágio em relação aos patamares de premiação observados no início de novembro/25, a última semana retomou o viés otimista, com os contratos futuros do boi gordo se valorizando de forma unificada, destaca a Agrifatto. 

“Enquanto o mercado físico ainda refletiu ajustes técnicos e escalas confortáveis ao longo da semana, os contratos futuros reagiram com euforia à notícia do fim da taxação de 40% pelos Estados Unidos”, relata a Agrifatto. 

Todos os contratos do boi gordo apresentaram valorização semanal na sexta-feira (17/10), com destaque para os meses mais distantes.

Novembro/25 encerrou a sessão da B3 em R$ 322,50/@ (+0,99% sobre o preço de 11/10), dezembro/25 fechou em R$ 322,50/@ (alta semanal de 0,67%), janeiro/26 em R$ 331,40/@ (+2%) e fevereiro/26 em R$ 333,80/@ (+2,19%). 

Com isso, nos contratos mais distantes, o mercado futuro segue com ágio (em relação aos preços do boi no mercado físico), chegando a R$ 13,49/@ (contrato de fevereiro/26). 

“Esse prêmio mais alongado reflete a precificação de uma oferta restrita de animais para o início do próximo ano”, justifica a Agrifatto.

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