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Preços dos animais de reposição registraram recuperação em Mato Grosso

Na avaliação da Agrifatto, o mercado de animais não-terminados está ficando cada vez mais ajustado na oferta, o que deve frear qualquer tentativa de queda mais intensa nas cotações
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A despeito do movimento de queda nos preços do boi gordo, a reposição continuou firme e fechou maio/24 com valorização em Mato Grosso, relatam os analistas da Agrifatto.

Pelo segundo mês consecutivo, os preços da reposição no Estado fecharam com altas, com todas as categorias registrando avanços, acrescenta a consultoria.

Os machos cravaram uma variação positiva média de 3,02%, enquanto as fêmeas subiram 2,55% na média do mês.

Segundo a Agrifattto, esse movimento de alta na reposição não adveio do “otimismo” de curto prazo do recriador de Mato Grosso, afinal os preços do boi gordo e da vaca gorda recuaram em maio/24, no comparativo mensal.

O animal terminado fechou o último mês com queda de 0,33%, ficando cotado a R$ 212,34/@, enquanto a vaca gorda registrou desvalorização de 1,47%, atingindo R$ 188,35/@.

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“Na verdade, a alta nos preços da reposição se dá diante de um cenário menos ofertado desses animais”, justifica a Agrifatto.

Segundo a consultoria, a categoria que teve o maior aumento entre os machos foi o animal de 9@, que anotou valorização de 3,99% no comparativo mensal, fechando maio/24 com valor médio de R$ 256/@ (R$ 2.301/cab), o maior nível desde abril/23.

Entre as fêmeas, o maior avanço envolveu lotes de bezerras de 6@, subindo 4,72% no último mês. ficando, na média, em R$ 209/@ (R$ 1.257/cab).

“O indicativo para junho/24 é de pressão dos recriadores, mas o mercado de reposição está ficando cada vez mais ajustado na oferta, o que deve frear qualquer tentativa de queda mais intensa nas cotações dos animais jovens nos próximos meses”, acreditam os analistas da Agrifatto.

Relação de troca – Segundo dados da Agrifatto, a relação de troca entre o boi gordo de 20 arrobas e o bezerro de 200 kg recuou e a média Brasil para o indicador ficou em 2,27 cab/cab, com queda mensal de 3,75%, mas, ainda assim, 0,95% acima da média histórica.

O maior recuo foi registrado em Mato Grosso, onde a relação de troca fechou maio/24 em 2,22 cab/cab, com queda mensal de 7,16%. Na praça paulista a relação ficou em 2,29 cab/cab (-4,22%). Já na praça mineira a relação ficou em 2,31 cab/cab (-2,73%). Na Bahia, o indicador fechou maio/24 em 2,37 cab/cab, recuo de 5,94%.

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“Esse contexto de redução das relações de troca em diversas praças está relacionado à procura dos animais de reposição e aos ajustes das pastagens para o período seco, principalmente pela preferência na reposição dos bezerros ‘do cedo’, fazendo com que, mesmo em um cenário de queda do boi gordo, os recriadores aceitem manter os valores pagos no bezerro”, observa a Agrifatto.

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